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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Declaração de Cambridge sobre a Consciência dos Animais

Em julho de 2012, as Revistas Veja e Super Interessante fizeram referência a uma conferência realizada em Cambridge, cujos resultados foram apresentados sob a forma de uma publicação acadêmica agora conhecida como a "Declaração de Cambridge": manifesto de neurocientistas que claramente afirma que mamíferos, aves e até polvos têm consciência. 
A publicação, de 07 de julho de 2012,  esquentou e veio consubstanciar o ativismo pelo reconhecimento dos direitos dos animais. 

O manifesto tem as assinaturas de doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck. 
Trata-se do resultado de uma compilação das pesquisas da área. Representa um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. 
Em entrevista ao site de VEJA, Philip Low, criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking, e um dos articuladores do movimento, explica que nos últimos 16 anos a neurociência descobriu que as áreas do cérebro que distinguem seres humanos de outros animais não são as que produzem a consciência. 
 "As estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes", diz. 
 "Concluímos então que esses animais também possuem consciência." 

O manifesto de Cambridge nos dá a todos mais munição mais avançarmos nas conquistas pelo já tão atrasado reconhecimento dos direitos animais.
 "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal." 
Isso quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. 
"Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. 
"Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

Os estudos realizados já foram o  suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como afirma o próprio Philip Low: 
"Estou considerando me tornar vegetariano", diz. 
"Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais." 

Transcrevo abaixo, a tradução da Declaração de Cambridge, primeiro em tradução para o português e, em seguida seu original, em língua inglesa:

Foto retirada de fcmconference.org

Declaração de Cambridge sobre Consciência*

Neste dia de 07 de julho de 2012, um grupo proeminente de neurocientistas cognitivos, neurofarmacologistas, neurofisiologistas e neurocientistas computacionais reuniram-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência da consciência e comportamentos relacionados, em animais humanos e não-humanos. Ainda que a investigação comparativa neste área seja muito dificuldade pela incapacidade de animais não humanos __ e frequentemente humanos __ para clara e prontamente comunicarem seus estados internos, as seguintes observações podem ser feitas inequivocamente:

*O campo da investigação sobre a Consciência está evoluindo rapidamente. Novas técnicas e estratégias de investigação para animais humanos e não-humanos foram desenvolvidas em número abundante. Consequentemente, um maior número de dados é disponibilizado com mais facilidade, o que obriga a uma reavaliação periódica de preconcepções que persistem neste campo. Estudos de animais não-humanos mostraram circuitos cerebrais homólogos correlacionados com a experiência e a percepção da consciência podem ser seletivamente acessadas e manipuladas para compreender se são de fato necessários à referida experiência. Além disso, novas técnicas não invasivas estão já disponíveis para mapear os correlativos da consciência nos humanos. 


*Os substratos neuronais não parecem limitar-se às estruturas corticais. De fato, redes neuronais subcorticais que são estimuladas durante a vivência de estados afetivos em humanos, são também criticamente importantes enquanto geradoras de comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões do cérebro gera comportamentos e estados sentimentais correspondentes em ambos, animais humanos e não-humanos. Sempre que suscitamos comportamentos emocionais instintivos em cérebros de animais não-humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com a experiência de estados sentimentais, incluindo os estados internos compensatórios ou punitivos. Os sistemas associados ao afeto estão concentrados nas regiões subcorticais onde abundam as homologias neuronais. Ademais, os circuitos neuronais que suportam estados comportamentais/eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão, parecem ter surgido tão cedo, no processo evolutivo, quanto a ramificação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e moluscos cefalópodes (e.g.: polvo). 

*As aves parecem oferecer, de forma surpreendente, através do seu comportamento, da sua neurofisiologia, e da sua neuroanatomia, um processo de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência próximo dos humanos têm sido, da forma mais dramática, observadas em papagaios cinzentos africanos. As redes e microcircuitos emocionais e cognitivos de aves e mamíferos parecem ser bastante mais homólogos do que previamente se pensou. Além disso, certas espécies de aves, como foi demonstrado nos padrões neurofisiológicos dos mandarins, exibem padrões neuronais de sono idênticos aos dos mamíferos, incluindo o sono REM, que se pensava exigirem o neocórtex dos mamíferos. As magpies [uma espécie de pombo], em particular, exibiram impressionantes similaridades com humanos, grandes símios, golfinhos e elefantes em estudos de auto reconhecimento da sua imagem refletida num espelho. 

* Nos humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado com uma disrupção no processamento cortical de feedforward e feedback. Intervenções farmacológicas em animais não-humanos com compostos conhecidos por afetarem o comportamento humano, podem conduzir a perturbações similares no comportamento dos animais não-humanos. Nos humanos, existem evidências que sugerem que a consciência de algo, tal como na consciência visual, está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições do processamento subcortical ou cortical primitivo. Evidências de que sentimentos de animais humanos e não-humanos emergem de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem evidências de qualia afetivas fundamentais evolutivamente partilhados. 

Declaramos o seguinte: “A ausência de neocórtex não parece excluir um organismo da possibilidade de experienciar estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não-humanos possuem os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência em linha com a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são únicos na posse dos substratos neurológicos que geram consciência. Animais não-humanos, abarcando todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, incluindo os polvos, também possuem estes substratos neurológicos”. 

 Original da declaração: 

fcmconference.org/img/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf *

A Declaração de Cambridge sobre a Consciência foi escrita por Philip Low e editada por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. 
A declaração foi publicamente proclamada em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de Julho de 2012, na Conferência de Homenagem a Francis Crick, sobre a Consciência em Animais Humanos e não-Humanos, no Churchil College, Universidade de Londres, por Low, Edelman e Koch. 
A declaração foi assinada pelos participantes na conferência nessa mesma tarde, na presença de Stephen Hawking, no Salão Balfour no Hotel du Vin Cambridge (Reino Unido). A cerimônia de assinatura foi assinalada pelo CBS 60 Minutes.

Leia publicação em inglês da NewScientist a respeito:
Animals are Conscious and should be treated as such
http://www.newscientist.com/article/mg21528836.200-animals-are-conscious-and-should-be-treated-as-such.html#.VErxx_nF__E

Original em inglês:

The Cambridge Declaration on Consciousness * 

On this day of July 7, 2012, a prominent international group of cognitive neuroscientists, neuropharmacologists, neurophysiologists, neuroanatomists and computational neuroscientists gathered at The University of Cambridge to reassess the neurobiological substrates of conscious experience and related behaviors in human and non-human animals. While comparative research on this topic is naturally hampered by the inability of non-human animals, and often humans, to clearly and readily communicate about their internal states, the following observations can be stated unequivocally:  

*The field of Consciousness research is rapidly evolving. Abundant new techniques and strategies for human and non-human animal research have been developed. Consequently, more data is becoming readily available, and this calls for a periodic reevaluation of previously held preconceptions in this field. Studies of non-human animals have shown that homologous brain circuits correlated with conscious experience and perception can be selectively facilitated and disrupted to assess whether they are in fact necessary for those experiences. Moreover, in humans, new non-invasive techniques are readily available to survey the correlates of consciousness.  

*The neural substrates of emotions do not appear to be confined to cortical structures. In fact, subcortical neural networks aroused during affective states in humans are also critically important for generating emotional behaviors in animals. Artificial arousal of the same brain regions generates corresponding behavior and feeling states in both humans and non-human animals. Wherever in the brain one evokes instinctual emotional behaviors in non-human animals, many of the ensuing behaviors are consistent with experienced feeling states, including those internal states that are rewarding and punishing. Deep brain stimulation of these systems in humans can also generate similar affective states. Systems associated with affect are concentrated in subcortical regions where neural homologies abound. Young human and nonhuman animals without neocortices retain these brain-mind functions. Furthermore, neural circuits supporting behavioral/electrophysiological states of attentiveness, sleep and decision making appear to have arisen in evolution as early as the invertebrate radiation, being evident in insects and cephalopod mollusks (e.g., octopus). 

* Birds appear to offer, in their behavior, neurophysiology, and neuroanatomy a striking case of parallel evolution of consciousness. Evidence of near human-like levels of consciousness has been most dramatically observed in African grey parrots. Mammalian and avian emotional networks and cognitive microcircuitries appear to be far more homologous than previously thought. Moreover, certain species of birds have been found to exhibit neural sleep patterns similar to those of mammals, including REM sleep and, as was demonstrated in zebra finches, neurophysiological patterns, previously thought to require a mammalian neocortex. Magpies in particular have been shown to exhibit striking similarities to humans, great apes, dolphins, and elephants in studies of mirror self-recognition.  

*In humans, the effect of certain hallucinogens appears to be associated with a disruption in cortical feedforward and feedback processing. Pharmacological interventions in non-human animals with compounds known to affect conscious behavior in humans can lead to similar perturbations in behavior in non-human animals. In humans, there is evidence to suggest that awareness is correlated with cortical activity, which does not exclude possible contributions by subcortical or early cortical processing, as in visual awareness. Evidence that human and nonhuman animal emotional feelings arise from homologous subcortical brain networks provide compelling evidence for evolutionarily shared primal affective qualia. 

We declare the following: “The absence of a neocortex does not appear to preclude an organism from experiencing affective states. Convergent evidence indicates that non-human animals have the neuroanatomical, neurochemical, and neurophysiological substrates of conscious states along with the capacity to exhibit intentional behaviors. Consequently, the weight of evidence indicates that humans are not unique in possessing the neurological substrates that generate consciousness. Nonhuman animals, including all mammals and birds, and many other creatures, including octopuses, also possess these neurological substrates.” 

* The Cambridge Declaration on Consciousness was written by Philip Low and edited by Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low and Christof Koch. The Declaration was publicly proclaimed in Cambridge, UK, on July 7, 2012, at the Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, at Churchill College, University of Cambridge, by Low, Edelman and Koch. The Declaration was signed by the conference participants that very evening, in the presence of Stephen Hawkin, in the Balfour Room at the Hotel du Vin in Cambridge, UK. The signing ceremony was memorialized by CBS 60 Minutes

Humano versus Carnívoros




Tradução livre de parte do livro Humano vs. Carnívoros, The 80/10/10 Diet, escrito por
Douglas N. Grahan.
disponível no Amazon. 


Destinada àqueles que ainda crêem que somos "carnívoros", ou àqueles que tentam explicar
aos demais que não é bem assim ...

"Há aqueles que matam: matam por desporto, por divertimento, matam para obter lucro – por exemplo, a indústria da carne. 
São os mesmo que destroem a Terra, espalham gases venenosos, poluem o ar, as águas, e poluem-se uns aos outros. […] 
Viver sem causar sofrimento ou morte aos outros significa não matar um ser humano nem qualquer animal, por desporto ou para sustento”. 
Jiddu Krishnamurti.


Capítulo 1. Determinando Nossa Verdadeira Natureza Dietética 

 Segue uma lista incompleta das principais diferenças entre humanos e criaturas carnívoras. 
● Caminhada: 
Nós temos duas mãos e dois pés e nós caminhamos eretos. 
Todos os carnívoros têm quatro patas e realizam a locomoção com todas as quatro. 
● Caudas: 
Carnívoros tem caudas. 
● Língua: 
Somente os animais verdadeiramente carnívoros têm línguas raspadeiras (áspera). Todas as outras criaturas tem línguas lisas. 
● Garras: 
A ausência de garras torna extremamente difícil rasgar a pele ou carne dura. 
Ao invés disso, nós possuímos unhas lisas muito mais fracas. 
● Polegares opositores: 
Nossos polegares opositores nos fazem extremamente bem equipados para coletar uma refeição de frutas em uma questão de segundos. Muitas pessoas realizam a tarefa sem nenhum esforço. Tudo que nós temos que fazer é apanhá-las. 
As garras dos carnívoros permitem-lhes agarrar a sua presa numa questão também de poucos segundos. 
Nós não poderíamos capturar ou rasgar a pele ou a carne dura de um veado, tanto quanto   um leão não poderia colher mangas ou bananas. 
● Nascimentos: 
Humanos normalmente tem um filho por vez. 
Carnívoros tipicamente dão à luz a ninhadas. 
● Formação do cólon: 
Nosso cólon torcido é bem diferente no desenho do que os cólons suaves de animais carnívoros. 
● Comprimento do intestino:
Nosso trato intestinal mede a grosso modo 12 vezes o tamanho de nossos torsos (cerca de 9 metros). Isso permite uma lenta absorção dos açúcares e outros nutrientes ligados a água das frutas. 
Em contraste,o trato digestivo de um carnívoro é só 3 vezes o tamanho de seu torso. Isto é necessário para evitar apodrecimento ou decomposição da carne dentro do animal. 
O carnívoro depende de secreções muito ácidas para permitir uma rápida digestão e absorção no seu curto intestino. Ainda assim, a putrefação de proteínas e a rancidez de gorduras é evidente em suas fezes. 


● Glândulas mamárias: 
As várias tetas no abdômen de carnívoros não coincidem com o par de glândulas mamárias no peito dos humanos. 
● Sono: 
Humanos gastam a grosso modo dois terços de cada ciclo de 24 horas ativamente acordados. Carnívoros tipicamente dormem e descansam de 18 a 20 horas por dia e algumas vezes mais. 
● Tolerância a micróbios: 
A maioria dos carnívoros pode digerir micróbios que seriam mortais para humanos, como aqueles que causam botulismo. 
● Transpiração:
Humanos transpiram por poros em todo o corpo. 
Carnívoros transpiram somente pela língua. 
● Visão:
Nosso sentido da visão responde a todo espectro de cores,tornando possível distinguir frutas maduras de verdes a distância. 
Comedores de carne tipicamente não vêem em cores. 
● Tamanho da refeição:
Fruta está na escala das nossas necessidades alimentares. Ela se encaixa em nossas mãos. Algumas poucas unidades de fruta são suficientes para uma refeição, sem deixar desperdícios. 
Carnívoros tipicamente comem todo o animal, quando o matam. 
● Modo de beber água:
Caso precisemos tomar água, podemos sugá-la com nossos lábios,
mas não podemos enrolá-la com a língua. 
A língua de carnívoros projeta-se para fora, de forma a que lhes seja possível enrolar a água que precisam tomar. 
● Placenta:
Nós temos uma placenta discóide, ao passo que os carnívoros têm placentas zonárias. 
● Vitamina C: 
Carnívoros produzem sua própria vitamina C. 
Para nós,vitamina C é um nutriente essencial que precisamos obter do alimento. 
● Movimento do maxilar: 
Nossa habilidade de moer o alimento é característica dos comedores de plantas. 
Comedores de carne não tem movimento lateral em seus maxilares. 
● Fórmula dental:
Costuma-se empregar um sistema chamado de “fórmula dental” para descrever o arranjo dentário de cada quadrante dos maxilares da boca de um animal. 
Isto se refere ao número de incisivos, caninos e molares em cada um dos quatro quadrantes. Começando do centro e movendo-se para fora, a nossa fórmula, bem como a  da maioria dos antropóides,é 2/1/5. 
A fórmula dental dos carnívoros é 3/1/5-a-8. 
● Dentes: 
Os molares de um carnívoro são pontiagudos e afiados. 
Os nossos são achatados, para triturar o alimento. 
Nossos dentes “caninos” não tem qualquer semelhança com as verdadeiras presas dos carnívoros. 
Nem tampouco temos uma boca cheia deles, como verdadeiros carnívoros têm. 


Lembro-me de uma das respostas incisivas preferida de Abraham Lincoln:

“Se você contar a cauda de uma ovelha como perna, quantas pernas ela teria?” Invariavelmente,as pessoas responderiam,“cinco.” 
A qual Lincoln respondia:
“Somente quatro. Contar a cauda como uma perna não faz dela uma perna.” 

● Tolerância à gordura: 
Nós não suportamos bem mais do que pequenas quantidades de gordura. 
Comedores de carne desenvolvem-se com uma dieta rica em gordura. 
● pH da saliva e da urina: 
Todas as criaturas comedoras de plantas (incluindo humanos saudáveis) mantém a saliva e a urina alcalina a maior parte do tempo. 
Já a saliva e a urina de animais que comem carne, no entanto, é ácida. 
● pH da dieta: 
Carnívoros desenvolvem-se com uma dieta de alimentos que formam ácidos, enquanto que tal dieta é fatal para humanos, criando um cenário propício para o surgimento de uma vasta variedade de estágios patológicos. 
Nossos melhores alimentos são os que formam alcalinos. 
● Ácidez do estômago: 
O nível de pH do ácido clorídrico que os humanos produzem em seus estômagos geralmente varia em torno de 3 a 4 ou mais (0 = mais ácido,7 = neutro,14 = mais alcalino). 
O estômago ácido dos gatos e outros comedores de carne podem ter pH na faixa dos 1 e normalmente operam na faixa dos 2. 
Uma vez que a escala de pH é logarítmica, isto significa que o estômago ácido de um carnívoro é pelo menos 10 vezes mais forte que o de um humano  (podendo ser 100 ou até 1,000 vezes mais forte, dependendo da espécie). 
● Uricase: 
Carnívoros verdadeiros secretam uma enzima chamada uricase que metaboliza o ácido úrico da carne. 
Nós, ao contrário, não secretamos nenhuma e precisamos neutralizar esse forte ácido com nossos minerais alcalinos, principalmente o cálcio. 
Os cristais resultantes, cálcio-urato, são um dos muitos patógenos da alimentação de carne, dando origem ou contribuindo para o aparecimento de doenças como "gota", artrite, reumatismo e bursite. 
● Enzimas digestivas: 
Nossas enzimas digestivas são equipadas de forma a facilitar o inicio sa digestão de fruta. 
Para isto produzimos ptialina –também conhecida como amilase salivar. 
Animais comedores de carne não produzem nenhuma ptialina e têm proporções de enzimas digestivas completamente diferentes. 


● Metabolismo de açúcar: 
A glicose e a frutose das frutas alimentam nossas células sem esforço do pâncreas (a não ser que comamos uma dieta rica em gordura). 
Comedores de carne não toleram bem os açúcares.  Tornam-se propensos à diabetes, caso tenham uma dieta predominantemente de frutas. 
● Flora intestinal: 
Humanos têm diferentes colônias bacterianas (flora) vivendo em seus intestinos.  
Colônias similares __como p. ex. a de lactobacilus e a de e. coli __são encontradas em diferentes proporções nos intestinos de comedores de plantas. Tais proporções são inteiramente distintas quando comparadas às proporções de carnívoros. 
● Tamanho do fígado: 
Carnívoros têm fígados proporcionalmente maiores em relação ao tamanho de seus corpos do que humanos. 
● Limpeza: 
Nós somos a mais exigente  de todas as criaturas com relação ao grau de limpeza de nossa comida. 
Carnívoros são os menos exigentes, capazes de comer sujeira, insetos, detritos orgânicos etc.  junto com sua comida que ingerem. 
● Apetite natural: 
Nós ficamos com água na boca ao ver e cheirar os produtos do mercado, a fonte de nossa alimentação. 
Normalmente, porém, o cheiro de animais nos é repulsivo. 
Já os comedores de carne ficam com água na boca à vista de uma presa, podendo reagir ao cheiro de animais como se percebessem um alimento.


Para acessar o mesmo texto em inglês, consulte:
http://www.facebook.com/notes/eli-kirker%C3%B8d/humans-vs-carnivores/451599855825?ref=nf