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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O uso de cães beagle em pesquisas e testes de medicamentos humanos.

Mais uma vez publicando um texto de um médico veterinário que honra os votos que fez.
Mais uma voz a apontar para a fraude da experimentação animal.
Minha tradução. (meus grifos)
Ao final da postagem, segue o texto original em inglês
Norah André

O uso de cães beagle em pesquisas e testes de medicamentos humanos. 

Andre Menache, Médico Veterinário 

Por favor, leia o título novamente. 
Como veterinário, acho esse título muito estranho. 
Porque motivo cães Beagle estariam sendo usados ​​para estudar o efeito de drogas farmacêuticas sobre as pessoas? 
Eu certamente nunca usaria um papagaio para testar medicamentos para cavalos. 
Porque então usam os cães  (ou qualquer outro animal) para testar medicamentos de uso humano? 
A resposta curta é que a lei exige. Leis do Reino Unido e da UE exigem que medicamentos sejam testados em um roedor (geralmente um rato) e em uma espécie não roedora (geralmente um cão Beagle) antes que ensaios clínicos em humanos possam começar.

Isto pode soar como uma idéia razoável para algumas pessoas. Certamente pareceria um princípio razoável, há 65 anos, quando as leis que regem o teste de drogas e ensaios clínicos foram primeiro formuladas. 
Afinal, ratos, cães e pessoas têm dois olhos, dois ouvidos, um cérebro, um coração e assim por diante. Os animais são semelhantes para as pessoas. 
Mas quão científico é a palavra "semelhante", quando se considera que os seres humanos tem participação de 50 por cento de seu DNA com uma banana? 

Seres humanos, ratos e cães, todos possuem o  gene de uma cauda. 
No entanto, em pessoas este gene é desligado, enquanto que em ratos e cães o gene permanece ligado. 
Sabemos que os ratos e as pessoas compartilham os mesmos 23 000 genes, mas e daí? 
Ratos não se parecem com as pessoas. 
É evidente que não se trata dos genes que compartilhamos, mas sim do que os genes fazem e de como eles se interconectam e interagem em rede uns com os outros. 
Isso ajuda a explicar porque um sistema complexo (o do cachorro ou o do rato) não pode prever o que vai acontecer em outro sistema complexo (o do ser humano). 
Em outras palavras, a ciência avançou por 65 anos desde que essas leis iniciais foram escritas, mas as leis ainda não acompanharam a ciência (1).
Por exemplo, agora temos o conhecimento do genoma humano, o que não tínhamos há 65 anos. Este novo conhecimento, acrescido do nosso atual conhecimento em expansão de como os genes funcionam, tornam os testes em animais realmente sem justificativa no século XXI. 

Dados divulgados pela indústria farmacêutica confirmam isso. 
A chance de um teste em animal  prever corretamente como um ser humano vai responder a um medicamento ou a um produto químico é tão confiável quanto jogar uma moeda. 
Uau, isso pode parecer uma grande acusação!
E sim, de fato, há muita evidência científica publicada para fazer essa afirmação. 
(Ver referências 2 a 19 abaixo.)

Vejamos um exemplo real do que estamos falando. 
Danos ao fígado das pessoas induzidos por drogas é o motivo mais freqüente citado para a retirada do mercado de um medicamento aprovado, o mesmo fator também responsável por mais de 50 por cento de insuficiência hepática aguda nos Estados Unidos (20). 
Os valores para o Reino Unido são praticamente os mesmos, onde a toxicidade para o fígado humano é referida como sendo a segunda causa mais comum de falha de drogas, por seus efeitos adversos, em ensaios clínicos de drogas potenciais (2, 21). 
Em outras palavras, os danos ao fígado das pessoas são causados por drogas depois de terem sido testadas em ratos e cães Beagle, tal como exigido por lei. 
Com base nos dados fornecidos pela [própria] indústria farmacêutica, as experiências com drogas em ratos e em cães, não previram os danos no fígado humano em cerca de 50% dos casos (22). 
Isso é exatamente o mesmo resultado que se pode esperar ao jogar uma moeda. 



Poderia ficar pior que isso? 
Sim, fica pior. 
Os resultados dos testes de uma mesma droga podem ser diferentes em ratos machos e de cães Beagle machos, quando em comparação com as fêmeas, devido a diferenças na função do fígado em machos e fêmeas (23, 24). 
Isso faz com que os testes em animais sejam ainda menos confiáveis do que jogar uma moeda. 
A maioria de nós já se apercebeu de que os testes em animais não funcionam quando se trata de medicamentos de uso humano. 
E a maioria das pessoas diria: "Bem, se você não testar em ratos e cães Beagle, como você pretende testar novas drogas?" 

Há duas respostas para essa pergunta.

 Resposta 1. 
A evidência científica mostra que os testes em ratos e cães Beagle (ou qualquer outro animal) são menos confiáveis do que jogar uma moeda, de modo que devemos parar de fazer isso já, independentemente de qualquer outra coisa já disponível para testar drogas.

Resposta 2. 
Continua-se a testar drogas em animais, apenas para cumprir as leis, embora a indústria farmacêutica esteja bem ciente de que os testes realizados em animais não podem prever o resultado em humanos. 
É justamente por isso que hoje se está investindo recursos em métodos baseados em modelos humanos de investigação,  estes sim relevantes para as pessoas. 
Estes incluem estudos de células humanas, estudos de DNA humano, o uso de tecidos humanos doados, informática e muitos outros
A maioria destes métodos baseados em modelos humanos estão sendo constanemente aprimorados, de forma a torná-los confiáveis ​​para testes de drogas humanas. 
A maioria destes métodos ainda não apresentam um resultado de 100 por cento de previsão, mas certamente seus resultados são melhores do que um sorteio (testes = animais) , o que os torna relevantes para as pessoas (25). 



Conclusão 
Nos 65 anos desde que as leis de testes em animais foram introduzidas, a pesquisa científica revolucionou nossa compreensão da biologia humana e de o quanto ela difere da de outras espécies. 
Como resultado do que sabemos agora sobre o corpo humano, as conseqüências desses 65 anos de idade das leis de segurança que obrigam a realização de testes em animais, não são apenas o fato de que eles se tornaram ultrapassados, mas são na verdade uma forma imprudente e negligente [de verificação de "segurança"], expondo milhares de indivíduos da população ao risco de morte por ingestão de sua própria medicação (hoje, na Europa, ocorrem cerca de 197.000 mortes por reações adversas a medicamentos por ano ) (26). 

A solução é bastante simples. 
Nosso governo e as autoridades de saúde devem remover a exigência legal da realização de testes em animais e substituí-los por métodos que sejam de fato relevantes para os seres humanos. 
E quanto mais cedo melhor, tanto para a saúde humana, como para o bem-estar animal.



Referências Bibliográficas: 
1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22769234
2. Heywood R. Clinical Toxicity – Could it have been predicted? Post-marketing experience. In: Lumley CE, Walker S Lancaster, Quay, editor. Animal Toxicity Studies: Their Relevance for Man.1990. pp. 57–67.
3. Spriet-Pourra C, Auriche M. New York. 2 1994. Drug Withdrawal from Sale.
4. Igarashi T. The duration of toxicity studies required to support repeated dosing in clinical investigation – A toxicologists opinion. In: Parkinson CNM, Lumley C, Walker SR, editor. CMR Workshop: The Timing of Toxicological Studies to Support Clinical Trials. Boston/UK: Kluwer; 1994. pp. 67–74.
5. Sankar U. The Delicate Toxicity Balance in Drug Discovery. The Scientist. 2005;19:32.
6. Wilbourn J, Haroun L, Heseltine E, Kaldor J, Partensky C, Vainio H. Response of experimental animals to human carcinogens: an analysis based upon the IARC Monographs programme.Carcinogenesis. 1986;7:1853–1863. doi: 10.1093/carcin/7.11.1853. [PubMed] [Cross Ref]
7. Rall DP. Laboratory animal tests and human cancer. Drug Metab Rev. 2000;32:119–128. doi: 10.1081/DMR-100100565. [PubMed] [Cross Ref]
8. Tomatis L, Aitio A, Wilbourn J, Shuker L. Human carcinogens so far identified. Jpn J Cancer Res.1989;80:795–807. [PubMed]
9. Knight A, Bailey J, Balcombe J. Animal carcinogenicity studies: 1. Poor human predictivity. Altern Lab Anim. 2006;34:19–27. [PubMed]
10. Tomatis L, Wilbourn L. Evaluation of carcinogenic risk to humans: the experience of IARC. In: Iversen, editor. New Frontiers in Cancer Causation. Washington, DC: Taylor and Francis; 2003. pp. 371–387.
11. IARC IARC Monographs on the Evaluation of Carcinogenic Risks to Humans. Lyon: IARC; 1972.
12. IARC monographs programme on the evaluation of carcinogenic risks to humans http://monographs.iarc.fr
13. Haseman JK. Using the NTP database to assess the value of rodent carcinogenicity studies for determining human cancer risk. Drug Metab Rev. 2000;32:169–186. doi: 10.1081/DMR-100100570. [PubMed] [Cross Ref]
14. Gold LS, Slone TH, Ames BN. What do animal cancer tests tell us about human cancer risk?: Overview of analyses of the carcinogenic potency database. Drug Metab Rev. 1998;30:359–404. doi: 10.3109/03602539808996318. [PubMed] [Cross Ref]
15. Freeman M, St Johnston D. Wherefore DMM? Disease Models & Mechanisms. 2008;1:6–7. doi: 10.1242/dmm.000760. [PubMed] [Cross Ref]
16. Schardein J. Drugs as Teratogens. CRC Press; 1976.
17. Schardein J. Chemically Induced Birth Defects Marcel Dekker. 1985.
18. Manson J, Wise D. Casarett and Doull’s Toxicology. 4. 1993. Teratogens; p. 228.
19. Caldwell J. Comparative Aspects of Detoxification in Mammals. In: Jakoby W, editor. Enzymatic Basis of Detoxification. Vol. 1. New York: Academic Press; 1980.
20. http://gastro.dom.uab.edu/Fellow_Articles/fellowsreadinglisthep/drug%20hepatotoxicity.pdf
21. Olson H, Betton G, Robinson D, Thomas K, Monro A, Kolaja G, Lilly P, Sanders J, Sipes G, Bracken W, Dorato M, Van Deun K, Smith P, Berger B, Heller A. Concordance of the toxicity of pharmaceuticals in humans and in animals. Regul Toxicol Pharmacol. 2000;32:56–67. doi: 10.1006/rtph.2000.1399.
22. http://tpx.sagepub.com/content/33/1/63.full.pdf+html
23. http://ijt.sagepub.com/content/20/3/161.short
24. http://dmd.aspetjournals.org/content/21/4/705.short
25. http://www.emea.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Other/2009/12/WC500017982.pdf
26. http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2811%2960802-7/fulltext?version=printerFriendly


Artigo traduzido do original em inglês postado em:
http://savetheharlanbeagles.com/andre-menache-on-animal-testing/ # UOgpg280V8E.


Texto original em inglês: 
The use of beagle dogs in research and testing of human drugs. 
By Andre Menache 

Please read the title again. As a veterinary surgeon, I find this title very strange. Why on earth are Beagle dogs being used to see what pharmaceutical drugs do to people? I would certainly never use a parrot to test drugs for horses, so why use dogs (or any other animal) to test human drugs? The short answer is that the law requires it. UK and EU laws require pharmaceutical drugs to be tested on a rodent (usually a rat) and a non-rodent species (usually a Beagle dog) before human clinical trials can begin. 

This may sound like a reasonable idea to some people. It certainly seemed a reasonable principle 65 years ago when the laws governing drug testing and clinical trials were first formulated. After all, rats, dogs and people all have two eyes, two ears, a brain, a heart and so forth. Animals are similar to people. But how scientific is the word “similar” when one considers that humans share 50 percent of their DNA with a banana? Humans, rats and dogs share the gene for a tail. However, in people the gene is switched off, while in rats and dogs, the gene is switched on. We know that mice and people both share about the same 23 000 genes, but so what? Mice don’t resemble people. It’s less about the genes we share and more about what those genes do and how they network and interact with each other. That helps to explain why one complex system (the dog or the rat) cannot predict what will happen in another complex system (the human). 

In other words, science has moved forward by 65 years since those early laws were written, but the laws have not yet caught up with the science (1). For example, we now have knowledge of the human genome, which we didn’t have 65 years ago. This new knowledge plus our expanding knowledge of how genes work, make animal tests look really out of place in the 21st century. Data published by the pharmaceutical industry confirm this. The chance of an animal test correctly predicting how a human will respond to a drug or a chemical is about as reliable as tossing a coin. Wow, that’s quite an accusation. Yes, indeed, and there is plenty of published scientific evidence to back that statement. See references 2 through to 19 below. 

Let’s look at a real-life example of what we are talking about. Drug-induced liver damage in people is the most frequent reason cited for the withdrawal from the market of an approved drug, and it also accounts for more than 50 percent of acute liver failure in the United States (20). The figures for the UK are almost the same, where toxicity to the human liver is reported to be the second most common cause of drug failure through adverse effects in clinical trials of potential drugs (2, 21). 

In other words, liver damage to people is caused by drugs after they were tested on rats and Beagle dogs, as required by law. Based on data from the pharmaceutical industry, the rat and dog experiments reveal liver damage approximately 50% of the time (22). That’s exactly the same result one would expect from tossing a coin. 

Could it get any worse than that? Yes, it gets worse. The results of drug testing may be different on male rats and male Beagle dogs compared with females, due to differences in liver function in males and females (23, 24). That makes animal testing even less reliable than tossing a coin. 

Most of us by now would realise that animal tests don’t work when it comes to human drugs. And most people would say, “Well if you don’t test on rats and Beagle dogs, how do you test new drugs?” There are two answers to this question. 

Answer 1. The scientific evidence shows that testing on rats and Beagle dogs (or any other animal) is less reliable than tossing a coin, so we should stop doing it, regardless of whatever else is available to test drugs. 

Answer 2. To comply with the law the pharmaceutical industry continues to test drugs on animals but the industry is well aware that animals cannot predict human outcome, which is why it is investing resources into human-based research methods that are relevant to people. These include human cell studies, human DNA studies, the use of donated human tissues, computer studies and much more. Most of these human-based methods are being improved upon all the time, to make them reliable for human drug testing. Most of these methods are not yet 100 percent predictive, but they are better than a coin toss (= animal tests) and they are relevant to people (25). 

Conclusion In the 65 years since the animal testing laws were introduced, scientific research has revolutionised our understanding of human biology and how it differs from other species. As a result of what we now know about the human body, the consequences of these 65 year old safety laws mandating animal tests, are not just that they have become outdated but are in fact recklessly and negligently exposing thousands of the population to the risk of death by their own medication (197,000 Adverse Drug Reaction deaths a year in Europe) (26). 

The solution is quite simple. Our government and health authorities must remove the legal requirement for animal tests and replace them with test methods that are relevant to humans. And the sooner the better, for human health and animal welfare. 

Bibliographical References regarding Dr Andre Menache's article cam be found in the following link: 
http://savetheharlanbeagles.com/andre-menache-on-animal-testing/#.UOgpg280V8E

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Porque experimentos em animais NÃO são necessários - Dr. Corina Gericke, Med. Vet.

Porque a experimentação em animais não é necessária.

Texto extraído e traduzido de Doctors Against Animal Experiments - Germany 
Dr. med. vet. Corina Gericke (tradução Norah André) 

Os experimentos em animais são supostamente necessários para assegurar a segurança dos produtos que usamos e como meio de se buscar novas terapias para pessoas doentes. 

Entretanto,  sabemos que, na prática, não são meios adequados para julgar os efeitos e perigos das substâncias para os seres humanos. 
Cientistas, políticos e cidadãos estão cada vez mais reconhecendo que as experiências com animais não são capazes de cumprir o que prometem  e que os seus resultados não são diretamente aplicáveis ​​aos seres humanos.

 - Experiências em animais são perigosas 
É frequentemente afirmado que os experimentos em animais são indispensáveis, pois para o desenvolvimento de drogas farmacêuticas um "organismo completo" seria necessário. Embora os animais sejam organismos completos, eles não são os indicados. 

Animais e seres humanos diferem consideravelmente no que diz respeito à anatomia, fisiologia e metabolismo. 
Mesmo animais de diferentes espécies podem reagir de forma bastante diferente para produtos químicos e medicamentos farmacêuticos.

Não é possível prever se um ser humano reagirá de forma idêntica ou diferente com base nos resultados de experiências realizadas em animais. 

Um estudo realizado pela empresa farmacêutica Pfizer chegou à conclusão de que " seria melhor jogar uma moeda do que depender de experiências com animais para responder à pergunta de substâncias cancerígenas. 
Apenas 5 - 25% das substâncias prejudiciais para os seres humanos também têm efeitos adversos sobre os animais experimentais. O lançamento de uma moeda __[cara ou coroa] __ proporciona melhores resultados ". 

 As numerosas drogas farmacêuticas que foram considerados seguras com base em experiências com animais, mas causaram graves ou mesmo letais efeitos adversos em seres humanos, são a prova de que os resultados de experiências em animais não podem ser transferidos para os seres humanos, com a confiabilidade necessária. 
Lipobay ®, Vioxx ®, Trasylol ®, Acomplia ® e TGN1412 são apenas a ponta do iceberg. Considerada apenas a Alemanha, por si só, 58 000 mortes são estimadas como sendo o resultado de efeitos colaterais adversos. 

Por outro lado, não se sabe quantos drogas farmacêuticas benéficas nunca são liberadas, uma vez que seus estudos são prematuramente abandonados, com base em experiências enganadoras com animais. 
Muitos medicamentos que são altamente benéficos nos dias de hoje __ como a aspirina, ibuprofeno, insulina, penicilina ou fenobarbital __ não estariam disponíveis, caso houvessem sido antes testadas em animais, porque essas substâncias induzem graves danos em certas espécies de animais devido a diferentes processos metabólicos. 
Eles teriam falhado completamente se houvessem sido submetidos na época aos atuais procedimentos aplicados no desenvolvimento de ingredientes ativos. 

Atualmente, dezenas de milhares de animais devem morrer por cada produto. 
Na maioria dos casos, os produtos testados sequer fazem avançar a ciência médica. 
Pelo contrário, na Alemanha, dos cerca de 2.500 novos pedidos de aprovação da indústria farmacêutica apresentadas a cada ano, há apenas uma inovação real de dois em dois anos*. 
Todo o restante dos produtos, ou já existe ou é simplesmente desnecessário. 
Exemplo disso é o que fez a empresa Bayer: redefinida a condição completamente normal dos homens idosos como uma síndrome de "deficiência de testosterona", deu início à criação de um novo mercado para as drogas hormonais. 
Há cerca de 60.000 drogas disponíveis no mercado alemão. Muitos delas são idênticas e apenas comercializadas sob diferentes nomes. 
 Segundo a OMS apenas 325 medicamentos são realmente essenciais. 
As experiências com animais não contribuem em nada para o desenvolvimento de novas terapias. 
A indústria farmacêutica as realiza apenas para se esquivar de sua responsabilidade legal, no caso de algo dar errado com um de seus produtos.

* meu grifo




  - Experiências em animais são falsa ciência (bad science) 

 Como a maioria das doenças humanas não ocorre em animais, os animais empregados em pesquisas  são tratados como "organismos modelo" e os sintomas humanos são ali simulados e "reproduzidos". 
Por exemplo, a fim de induzir algo análogo à doença de Parkinson, macacos, ratos ou camundongos são injetados com uma neurotoxina que destrói as células de seus cérebros. Câncer é induzido em ratos por meio de engenharia genética, ou da administração de células de cancro injetáveis. 
Acidentes vasculares cerebrais são causados ​​em ratos através da inserção de um fio numa artéria cerebral. 
Diabetes em ratos é provocada pela injeção de uma toxina que destrói as células produtoras de insulina de seu pâncreas. 
Os ataques cardíacos são simulados em cães pela constrição de sua artéria coronária com um laço. 
Os sintomas artificialmente induzidos não têm nada em comum com as doenças humanas que supostamente deveriam simular. Aspectos importantes das origens dos distúrbios, tais como alimentação, hábitos de vida, consumo de drogas, influências ambientais prejudiciais, estresse e fatores psicológicos e sociais, não são levados em consideração. 

Os resultados dos estudos que utilizam animais são, portanto, enganosos e irrelevantes. 
 Na verdade, a pesquisa com base em experimentação animal é falha [falaciosa], repetidamente, ao longo de todo o seu curso. 92% de potenciais fármacos tidos como eficazes quando testados em animais, não passam quando chegam aos ensaios clínicos com humanos onde sua segurança e eficácia são reavaliados. 
Quer porque a substância é ineficaz, quer por sintomas colaterais e secundários danosos. 
Das cerca de 8% de substâncias aprovadas no ensaio clínico, cerca de metade é posteriormente retirada do mercado por causa grave, tendo-se constatado inclusive evidência de efeitos colaterais letais. 

Por exemplo, a invenção do "rato canceroso" foi por muito tempo considerada a chave há muito procurada para o combate aos tumores malignos. Em meados dos anos oitenta, os investigadores da Universidade de Harvard, inserindo um gene de cancro humano no genoma dos ratos, conseguiram que os roedores desenvolvessem tumores prematuramente. Este rato geneticamente modificado foi o primeiro animal mamífero a ser patenteado, nos EUA em 1988 e na Europa em 1992. 
Desde então, dezenas de milhares de ratos cancerosos têm sido "curados", mas todos os tratamentos que eram "bem sucedidos" em roedores não o foram em seres humanos. 

A pesquisa animal experimental anuncia, com muita regularidade, a descoberta de avanços com relação todos os tipos de doenças e transtornos da saúde humana. Proclamam avanços no tratamento da doença de Alzheimer, do Parkinson, da esclerose múltipla, do câncer, da aterosclerose, etc. 
Entretanto, com a mesma regularidade, as esperanças dos pacientes são quase sempre desmentidas e frustradas, e não se ouve mais falar de tais celebradas e alardeadas curas milagrosas. Homens não são ratos

Estudos científicos estão cada vez mais lançando dúvidas sobre a eficácia da experimentação animal. 
Eles evidenciam que os resultados obtidos através de experimentos em animais, muitas vezes não se correlacionam com os conhecimentos obtidos a partir da fisiologia de seres humanos, e que os resultados obtidos através das experiências com animais são frequentemente irrelevantes para a aplicação clínica em humanos. 

Um estudo comparativo realizado na Inglaterra verificou e comparou os resultados de diferentes métodos de tratamento em animais experimentais e em pacientes humanos, com base nas publicações científicas relevantes, Apenas três dos seis distúrbios investigados apontavam para correlações de resultados. A outra metade não. 

Em outro estudo comparativo realizado posteriormente, uma equipe de investigação britânica concluiu que os resultados de estudos realizados em animais e seres humanos muitas vezes diferem muito consideravelmente. 
Ainda de acordo com este estudo comparativo, os resultados inexatos de experiências com animais podem por em perigo os pacientes humanos e são também um desperdício de recursos de pesquisa. 

Em um estudo alemão, foram analisados 51 pedidos de experimentos em animais que haviam sido aprovados na Baviera e interrogada a sua aplicação clínica. 
A equipe de pesquisa descobriu que, mesmo 10 anos depois, nem um único destes projetos havia sido implementado na medicina humana.

A experimentação animal não é apenas inútil, ela é até mesmo prejudicial. 
Baseada numa segurança que não existe, os falsos resultados que ela oferece apenas impedem o progresso da medicina humana.

* meu grifo

- Experiências em animais são imorais 

Independentemente das inúmeras razões científicas, há também razões éticas para rejeitar experiências com animais. 
A cada ano pelo menos 115 milhões de animais morrem nos laboratórios da indústria química e farmacêutica, em universidades e outras instituições de pesquisa. (10) 
Experimentos em animais degradam os animais à condição de "organismos modelo" e de instrumentos de medição descartáveis. 
No entanto, os animais são criaturas sencientes, capazes de sofrimento. 
A experimentação animal não é compatível com a medicina ou a ciência eticamente justificável. 

  - A boa ciência se caracteriza pela utilização de métodos de pesquisa sem testes em animais



Por fim a experiências com animais não significa o fim da investigação médica. 
Pelo contrário - a mudança para estudos em seres humanos, por exemplo, nas áreas de epidemiologia, pesquisa clínica, segurança e saúde ocupacional e medicina social levaria ao progresso da medicina real. 
Os métodos de ensaio, sem a utilização de animais, utilizando-se células e tecidos humanos, combinados com programas especiais de computador, são capazes de produzir resultados exatos e concludentes, ao contrário do que acontece nas experiências com animais

Modelos de computador sofisticados são capazes de fornecer informações sobre o efeito, a estrutura e a toxicidade das substâncias, assim como sobre novos medicamentos ou produtos químicos. 
Microchips que combinem  métodos de computador e métodos in vitro: em um sistema de dutos diminutos e pequenas câmaras ocas, os microchips podem ser colonizados com células humanas de diferentes órgãos. 
Isto torna possível testar o efeito de uma substância experimental sobre os órgãos individualmente, fornecendo informações sobre a forma como a substância é metabolizada e se quaisquer produtos residuais tóxicos são formados.** 

*  meu grifo
** recomendo a leitura da postagem sobre este mesmo assunto, anterior a esta neste mesmo blog.

- Experimentos com animais que não precisam de alternativas (podem ser simplesmente abolidos) 

 Aqueles que acreditam que as experiências com animais são conduzidos no intuito de desenvolver novas terapias para as pessoas doentes estão profundamente enganados. 
Muitos experimentos com animais realizados o são sob o pretexto de pesquisa pura, não pretendo quaisquer vantagens para beneficiar a medicina humana. 

Alguns exemplos de experiências com animais aprovadas e realizadas na Alemanha [a título de pesquisa pura, não relacionada à medicina humana] 
 - Na Universidade de Leipzig, foi descoberto que a hibernação protege o tecido neural dos hamsters, "o que poderia, assim, por exemplo, prevenir a doença de Alzheimer". 
- No Instituto Federal de Pesquisa de Nutrição e Alimentação, em Karlsruhe, carotenóides foram misturados ao leite de bezerros,com o objetivo de descobrir por que tomates e melões são tão benéficos para os seres humanos a saúde. 
-No intuito de investigar os efeitos de choque acústico agudo no ouvido interno de cobaias, os animais foram submetidos ao som de tiros de espingarda (156 + / - 4 dB), e depois mortos.
- No Instituto de Pesquisa aviária em Wilhelmshaven, 22 gaivotas capturadas em uma ilha alemã do Mar do Norte não foram alimentados durante seis dias. O objetivo era descobrir por quanto tempo gaivotas podem sobreviver sem comer. 
- Em Ulm, uma equipe de pesquisa investigou por anos a fio os efeitos da gravidade sobre o desenvolvimento e bio-ritmos de diferentes espécies animais. 
 Só para citar uma das experiências, a título de exemplo: um aparelho foi montado, com o qual medições foram realizadas em escorpiões vivos ao longo de um período de vários meses. O animal era afixado e imobilizado na placa. Eletrodos foram inseridos em seus olhos, músculos das pernas, seu cérebro e corpo, para medir continuamente suas correntes nervosas. 

Não há qualquer necessidade de procurar métodos alternativos de pesquisa para substituir esses projetos de investigação. Estes experimentos com animais podem ser simplesmente ser eliminados sem substituição, seja porque dados relativos a indivíduos humanos já estão disponíveis há muito tempo, seja porque seus resultados são completamente irrelevantes para a saúde humana.

- Porque ainda são realizados experimentos em animais? 

 Continuar a empregar a experimentação animal não se deve a qualquer razão científica. Trata-se algo que só pode ser explicado pela tradição. 
Já se passaram 150 anos desde que o fisiologista francês Claude Bernard (1813 - 1878) elevou e instituiu as experiências com animais como a "pedra de toque" de toda a visão médica e científica. 
A doutrina Bernard sobrevive num paradigma científico contemporâneo que aceita apenas os resultados que são analiticamente explicáveis, bem como mensuráveis e reprodutíveis. Dentro do âmbito do presente sistema científico, doenças tornaram-se defeitos técnicos e os animais tornaram-se instrumentos de medição. 

Neste contexto, a qualidade de um pesquisador não é medida pelo número de pessoas que ele ou ela tem ajudado, mas sim pela quantidade de suas publicações científicas. 
Fiel ao lema "Publicar ou perecer", o status de reconhecimento só é alcançado no mundo da ciência por meio de uma longa lista de publicações em revistas científicas de renome, estando a quantidade de fundos de pesquisa disponíveis diretamente dependente da lista de publicações do pesquisador. 
 Os financiamentos assim obtidos são outra vez investidos em novos experimentos com animais, o que mais uma vez resulta em uma nova publicação. 

Este sistema absurdo é auto-sustentável e devora quantidades incríveis de verbas de financiamento para pesquisa, de recursos de terceiros ou bolsas de estudo, sem qualquer benefício para as pessoas doentes. 

Uma razão adicional pela qual a experimentação animal é mantida em certas áreas é a absoluta falta de verbas disponíveis para a pesquisa baseada em modelos alternativos, bem como a demora dos procedimentos para a aprovação de técnicas de pesquisa em vitro. 




Para encerrar, é bom lembrar que experimentos com animais servem à indústria farmacêutica como um meio de fugir de suas responsabilidades. 
Se algo der errado com relação a uma droga, o fabricante sempre pode se referir à experimentação animal anteriormente realizada, sem os efeitos colaterais decorrentes. 
 As experiências com animais são também muito populares na indústria farmacêutica porque sempre podem ser usadas para provar qualquer coisa que se queira. 
 Sempre haverá um meio de se apresentar uma configuração de testes capaz de exibir [demonstrar] os resultados desejados.

- Conclusão 

 Não apenas a experimentação animal representa métodos cruéis e anti éticos de pesquisa, como também encarna métodos não científicos que não deveriam ter lugar na moderna ciência e na medicina do Século XXI. 

 Animal experimentation not only stands for cruel and therefore unethical methods, but also unscientific methods that have no right to a place in modern 21st century medicine and science.





Texto em inglês

Why animal experiments are not necessary 
By Dr. med. vet. Corina Gericke 

 Animal experiments are supposedly necessary in order to make the products we use safe and to find new therapies for sick people. However, they are in fact not suitable for judging the effects and hazards of substances for humans. Scientists, politicians and citizens are now increasingly recognising that animal experiments don’t fulfil what they promise, and that their results are not directly applicable to humans. 

 Animal experiments are dangerous 
 It is often claimed that animal testing is indispensable, because a »complete organism« is supposedly required for the development of pharmaceutical drugs. Animals may well be complete organisms, but they are the wrong ones. Animals and humans differ considerably with regard to anatomy, physiology and metabolism. Even animals of different species can react quite differently to chemicals and pharmaceutical drugs. It is not possible to predict whether a human will react identically or differently based on the results of experiments conducted on animals. One study conducted by the pharmaceutical company Pfizer came to the conclusion that »one would be better off tossing a coin than relying on animal experiments to answer the question of carcinogenic substances. Only 5 - 25% of the substances harmful to humans also have adverse effects on the experimental animals. Tossing a coin delivers better results«. The numerous pharmaceutical drugs that were considered safe based on animal experiments, but caused serious or even lethal adverse effects in humans, are proof that the results of animal experiments cannot be transferred to humans with the necessary reliability. Lipobay®, Vioxx®, Trasylol®, Acomplia® and TGN1412 are just the tip of the iceberg. In Germany alone, as many as 58 000 deaths are estimated to be the result of drug side effects. 
 On the other hand, no one knows how many beneficial pharmaceutical drugs are never released because they are prematurely abandoned on the basis of misleading animal experiments. Many drugs that are highly beneficial nowadays, such as aspirin, ibuprofen, insulin, penicillin or phenobarbital, would not be available if one had relied on animal testing in earlier days, because these substances induce grave damage in certain animal species due to differing metabolic processes. They would have failed outright if subjected to the present-day procedures applied in the development of active ingredients. Tens of thousands of animals must die for each product. In most cases the products tested do not even advance medical science. On the contrary, in Germany approximately 2 500 new applications for pharmaceutical drug approval are filed each year, of which there is only one real innovation every two years. Everything else either already exists or is simply unnecessary. For example, the company Bayer redefined the completely normal condition of elderly men as a »testosterone deficiency syndrome«, in order to create a new market for hormone drugs. There are some 60 000 drugs available on the German market. Many of them are identical and are only marketed under different names. 
According to the WHO only 325 medicines are actually essential. Animal experiments contribute nothing to the development of new therapies. The pharmaceuticals industry conducts them only to hedge their liability in case something goes wrong with one of their products. 

 Animal experiments are bad science 
 Since most human diseases do not occur in animals, their symptoms are simulated using »model organisms«. For instance, in order to induce Parkinson’s disease, monkeys, rats or mice are injected with a neurotoxin that destroys brain cells. Cancer is induced in mice by means of genetic engineering or injecting cancer cells. Cerebral strokes are caused in mice by inserting a thread into a cerebral artery. Diabetes in rats is caused by injecting a toxin that destroys the insulin-producing cells in the pancreas. Heart attacks are simulated in dogs by constricting a coronary artery with a noose. The artificially induced symptoms have nothing in common with the human disorders they are supposed to simulate. Important aspects of the origins of the disorders, such as diet, lifestyle habits, drug consumption, harmful environmental influences, stress, and psychological and social factors, are not taken into consideration. The results of studies using animals are therefore misleading and irrelevant. In fact, research based on animal experimentation repeatedly fails all along the line. 92% of potential pharmaceutical drugs that are shown by animal testing to be effective and safe do not pass clinical trials, either because of insufficient effectiveness or undesired side effects. Of the 8% of substances that are approved, half are later taken off the market because grave, often even lethal side effects in humans become evident. For instance, the »invention« of the cancer mouse was believed to be the long-sought key to combating malignant tumours. In the mid eighties, researchers at the Harvard University succeeded in inserting a human cancer gene into the genome of mice, so that the rodents prematurely developed tumours. This genetically engineered mouse was even the first mammal to be patented, in the USA in 1988 and in Europe in 1992. Since then, tens of thousands of cancer mice have been »cured«, but all the treatments that were »successful« in rodents failed in humans. 
 Animal experimental research regularly announces breakthroughs with all kinds of disorders. Animal testing supposedly proved this or the other method of treatment to be successful in combating Alzheimer’s disease, Parkinson’s disease, multiple sclerosis, cancer, atherosclerosis, etc.. However, the hopes of the afflicted patients are almost always disappointed, and the celebrated miracle cures are never heard of again. Humans just aren’t mice. Scientific studies are increasingly casting doubt on the benefits of animal experiments. They prove that the results of animal tests often do not correlate to the insights gained from humans, and that animal experiments are often irrelevant to the clinical application for humans. In an English meta-study the results of different treatment methods on experimental animals and patients based on the relevant scientific publications were compared. Only three of the six disorders investigated delivered correlations, the remaining half did not. In a further comparative study a British research team determined that the results of studies conducted on both animals and humans often differ quite considerably. According to the study, the inexact results of animal experiments can endanger patients and are also a waste of research funding. In a German study, 51 applications for animal experiments that were approved in Bavaria were analysed with regard to their clinical implementation. The research team discovered that even ten years later not one single project had been demonstrably implemented in human medicine. 
 Animal experimentation is not only useless, it is even harmful. It implies security that does not exist, and the false results it delivers only impede medical progress. 

Animal experiments are immoral 
 Regardless of the numerous scientific reasons, there are also ethical reasons to reject animal experiments. Each year at least 115 million animals die in the laboratories of the chemical and pharmaceutical industry, in universities and other research institutes. (10) Animal experiments degrade animals as »model organisms« to disposable measuring instruments. Yet animals are sentient fellow creatures capable of suffering. 
Animal experimentation is not compatible with ethically justifiable medicine and science. 

Research methods without animal testing are good science 
Putting an end to animal experiments does not mean the end of medical research. On the contrary – switching to studies on humans, for instance in the areas of epidemiology, clinical research, occupational safety and health, and social medicine would lead to real medical progress. Testing methods without the use of animals, using human cells and tissues combined with special computer programs, deliver exact and conclusive results, as opposed to animal experiments. Sophisticated computer models are capable of delivering information on structure, effect and toxicity of substances, such as new drugs or chemicals. Microchips combine computer and in-vitro methods; in a system of minute ducts and chambers, microchips are colonised with human cells from different organs. Thus it is possible to test the effect of an experimental substance on the individual organs, as well as how it is metabolised and whether any toxic waste products are formed. 

 Animal experiments that do not need to be replaced 
 Those who believe that animal experiments are conducted in order to develop new therapies for sick people are profoundly mistaken. Many animal experiments conducted as pure research don’t even pretend to benefit medicine. Examples of animal experiments approved and conducted in Germany: At the University of Leipzig it was discovered that hibernation protects hamsters' neural tissue and can thus for instance prevent Alzheimer’s disease. In the Federal Research Institute of Nutrition and Food in Karlsruhe, carotinoids were mixed into calves’ milk replacer, in order to find out why tomatoes and melons are so beneficial to humans’ health. In order to investigate the consequences of acute acoustic shock on the inner ear of guinea pigs, the animals were subjected to the sound of rifle shots (156 +/- 4 dB), then killed. At the Institute of Avian Research in Wilhelmshaven, 22 herring gulls captured on a German North Sea island were not fed for six days. The aim was to find out how long gulls can starve. In Ulm, a research team has been investigating the effects of gravity on the development and bio-rhythms of different animal species for years. For instance, an apparatus was assembled, with which measurements can be conducted on living scorpions over a period of several months. The animal is affixed to and immobilised on a plate. Electrodes inserted into eyes, leg muscles, brain and body continuously measure nerve currents. 
 There is no need to search for animal-free testing methods to replace such research projects. These animal experiments can be eliminated without substitution, because human data have long been available, or because their results are completely irrelevant to human health. 

Why are animal experiments still conducted? 
 Clinging to animal experiments does not have scientific reasons, but rather is based largely on tradition. More than 150 years ago, the French physiologist Claude Bernard (1813 – 1878) elevated animal experiments to the touchstone of all medical and scientific insight. Bernard's doctrine lives on in a contemporary scientific paradigm that only accepts results that are analytically explicable, as well as measurable and reproducible. Within the framework of this scientific system, sicknesses become technical defects and animals become measuring instruments. Thus a researcher’s quality is not measured by the number of people he or she has helped, but rather by the amount of scientific publication. True to the motto »Publish or perish«, it is only possible to attain profile in the world of science by means of a long list of publications in renowned scientific journals, the amount of research funding available depending on the list of publications. This funding is invested in new animal experiments, which again result in a new publication. This absurd system is self-sustaining and devours incredible amounts of research funding, third-party funds or scholarships, without being of any benefit to sick people. A further reason why animal testing is continued in some areas is the lack of financial support for animal-free research, as well as the protracted procedures for approving the implementation of in-vitro methods. 
Finally, animal experiments serve the pharmaceutical industry as a means of hedging their liability. If something goes wrong with a drug, the manufacturer can point to the animal testing conducted without the side effects arising. Animal experiments are also very popular in the pharmaceutical industry, because they can be used to prove anything one wants. There is bound to be a species and a test setup that will deliver the desired results. 

Conclusion 
Animal experimentation not only stands for cruel and therefore unethical methods, but also unscientific methods that have no right to a place in modern 21st century medicine and science. 




 References 

(1) Münchner Medizinische Wochenschrift 1983: 125 (27), 8 
(2) J.U. Schnurrer, J.C. Frölich: Zur Häufigkeit und Vermeidbarkeit von tödlichen unerwünschten Arzneimittelwirkungen. Der Internist 2003; 44, 889-895 
(3) Peter Schönhöfer in the TV programme »Fakt«, 20.8.2001 
(4) World Health Organisation, press release 4.9.2002 (WHO releases first global reference guide on safe and effective use of essential medicines),http://www.who.int/mediacentre/news/releases/who67/en/index.html (5) U.S. Food and Drug Administration Report: Innovation or Stagnation - Challenge and Opportunity on the Critical Path to New Medical Products, March 2004, p.8; www.fda.gov/oc/initiatives/criticalpath/whitepaper.pdf 
 (6) U.S. General Accounting Office. FDA Drug Review: Postapproval Risks 1976-1985. Publication GAO/PEMD-90-15, Washington, D.C., 1990 
(7) Perel P, Roberts I, Sena E, Wheble P, Briscoe C, Sandercock P: Comparison of treatment effects between animal experiments and clinical trials: systematic review. BMJ 2007; 334 (7586); 197 
(8) Pound P, Ebrahim S, Sandercock P, Bracken MB, Roberts I: Where is the evidence that animal research benefits humans? BMJ 2004; 328; 514-517 
(9) Lindl T, Völkl M, Kolar R: Tierversuche in der biomedizinischen Forschung. Altex 2005; 22 (3); 143-151 
(10) Taylor K., Gordon N., Langley G., Higgins W. (2008) Estimates for Worldwide Laboratory Animal Use in 2005. Alternatives to Laboratory Animals (ATLA), 36(3):327-342 
(11) Technology Review July 2004, p. 45-48 
(12) Wolfgang Härtig at al: Hibernation model of tau phosphorylation in hamsters: selective vulnerability of cholinergic basal forebrain neurons – implications for Alzheimer’s disease. European Journal of Neuroscience 2007: 25, 69-80 
(13) Tina Sicilia et al.: Novel Lycopene metabolites are detectable in plasma of preruminant calves after Lycopene supplementation. Journal of Nutrition 2005: 135, 2616-2621 
(14) Ulf-Rüdiger Heinrich et al.: Endothelial nitric ocide synthase upregulation in the guinea pig organ of Corti after acute noise trauma. Brain Research 2005: 1074, 85-96 
(15) U.Trotzke et al.: The influence of fasting on blood and plasma composition of herring gulls (Larus argentatus). Physiological and Biochemical Zoology 1999: 72(4), 426-437 
(16) Michael Schmäh, Eberhard Horn: Neurophysiological long-term recordings in space: experiments Scorpi and Scorpi-T. Gravitational and space biology bulletin: Publication of the American Society for Gravitational and Space Biology 2005: 18 (2), 95-96 

Doctors against animal experiments Germany 

www.aerzte-gegen-tierversuche.de





quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Cartel Farmacêutico: a FRAUDE e a Experimentação Animal



Se você estiver REALMENTE disposto a entender o que leva a experimentação animal a ser mantida até hoje, com os prejuízos para o desenvolvimento da verdadeira Medicina aplicada à saúde humana, bem como o Holocausto absolutamente injustificável e anti producente de incontáveis milhares de animais, sugiro que dedique um tempo a assistir e compreender o que este homem, já processado diversas vezes pelo Cartel Farmacêutico, tem a dizer. 

Além desta magnífica exposição da VERDADE, posto abaixo mais 3 descobertas  recentes de métodos EFETIVOS e ÉTICOS desenvolvidos recentemente para o emprego de ALTERNATIVAS para a experimentação animal e a vivissecção.



Algumas outras notícias interessantes recentes sobre alternativas à experimentação animal: 

 - A criação de cães robot (cães sintéticos), como alternativas à vivissecção: 




Desenvolvido pelo inglês Nick Jukes, boneco computadorizado é feito de plástico, borracha e silicone e tem como objetivo facilitar os estudos sobre a anatomia animal. Com equipamentos que simulam até o batimento do coração, o robô, batizado de Jerry, permite que estudantes tenham o contato com um organismo animal sem precisar matar um animal. 

Exatamente como estudantes de Medicina não matam outros seres humanos para "estudá-los". 
Leia a matéria em:
Cao robot substitui experimentos em animais

Uma postagem em janeiro próximo será dedicada exclusivamente a Jerry __ mais precisamente Critical Jerry __ explicando exatamente e com precisão aquilo que este simulador representa e poderá vir a proporcionar: uma verdadeira revolução ética nas faculdades de veterinária decentes de todo o mundo, Brasil inclusive, caso tais universidades estejam de fato dispostas a fazer o investimento inicial necessário para a aquisição de credibilidade.

Em tempo: algumas universidades brasileiras já vem adotando simuladores para efeito de ensino-aprendizagem de seus alunos, o que só as qualifica pela ética e qualidade do ensino.
Um exemplo disto é a faculdade de Medicina veterinária da Anhembi, Morumbi, em São Paulo, que hoje chega a ser modelo de referência para outros países do mundo.
Segue abaixo o link, de 2010, que fala a respeito:
Ensino ÉTICO da Veterinária no Brasil

"A universidade mexicana adotará, entre outras metodologias, o uso de simuladores para o aprendizado de ciências clínicas, prática na qual a Anhembi Morumbi é pioneira na América Latina. O curso não utilizará organismos vivos e cadáveres, mas manequins que reproduzem fielmente a anatomia e fisiologia, evitando o sacrifício e o sofrimento de animais."




- Teste inovador "in vitro", denominado Sensitiser Predictor. 

Um teste pioneiro desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC), em Portugal, identifica com precisão a potencial reação alérgica da pele humana aos químicos, o que certamente poderá substituir com vantagem & ética os "experimentos" feitos em animais na indústria da cosmética. 

O método português resulta de sucessivos estudos realizados ao longo dos últimos seis anos pelos investigadores Bruno Neves, Teresa Cruz Rosete e Susana Rosa, tendo sido já distinguido com vários prêmios nacionais e internacionais. 
Segundo Teresa Cruz Rosete, o Sensitiser Predictor poderá marcar "a mudança de paradigma na avaliação da toxicidade de compostos". "A comunidade científica internacional está precisamente a apostar no desenvolvimento de métodos simples e rápidos para substituir os testes em animais", afirma ela. 

O projeto, também financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) tem, atualmente, uma patente internacional em fase de avaliação, faltando-lhe ainda também a "validação do European Centre for Validation of Alternative Methods - ECVAM. Resta saber que tipo de estratégia e desculpa esfarrapada apresentarão contra a sua validação e certificação.


Leia mais em:
Sensitiser Predictor

ou em: Avaliação da sensibilização cutânea




- Micro-chips de silicone, contendo tecido humano, ou ORGAN-CHIPS 




Também conhecido como Tissue Chip for Drug Testing Program, estes micro chips estariam sendo estudados com verbas do NIH __ National Institutes of Health; do FDA __ Food and Drug Administration & do DARPA __ Defense Advanced Research Projects Agency. 

Trata-se de um projeto em andamento nos EUA envolvendo a cifra de 70 milhões de dólares, destinado a obtenção de uma REAL avaliação do efeito de drogas e remédios em seres humanos, uma vez que emprega tecido humano na avaliação. 
FINALMENTE, o próprio NIH reconhece a FALÁCIA de testes de remédios realizados em animais: 
“More than 30 percent of promising medications have failed in human clinical trials because they are determined to be toxic despite promising pre-clinical studies in animal models. Tissue chips, which are a newer human cell-based approach, may enable scientists to predict more accurately how effective a therapeutic candidate would be in clinical studies,” according to the NIH. 

Leia a publicação em inglês em:

Micro chips de silicone contendo tecido humano



- Pesquisadora e equipe recebem prêmio por adiantar pesquisas relacionadas ao câncer mamário sem recorrer às chamadas "pesquisas em animais"

Segundo informações da organizacão sueca de direito e bem-estar animal Djurens Rätt, o Prêmio Nórdico de Pesquisa para alternativas aos testes em animais foi concedido este ano à pesquisadora oncológica Stina Oredsson,professora da Universidade de Lund, na Suécia:  

Pesquisadora de câncer de mama recebe prêmio por usar alternativas aos testes com animais.

O prêmio lhe foi entregue por três organizações nórdicas – Pesquisa sem Testes com animais (Forska Utan Djurförsök), da Suécia, o Fundo Alternativo (Alternativfondet), da Dinamarca e a Fundação Juliana von Wendt, da Finlândia.




Empenhada desde sempre em e promover alternativas éticas e eficazes, a pesquisadora Stina Oredsson desenvolve há anos pesquisas com diferentes tipos de células, ao invés de usar animais. A pesquisadora, ao longo de sua carreira, vem revelando um grande e constante empenho para suprimir a experimentação animal em seu ensino.

Stina Oredsson e seu grupo de pesquisa estão atualmente trabalhando em um projeto para desenvolver uma nova estratégia de tratamento para o câncer de mama. 
Como modelo experimental a equipe vem empregando células cancerígenas mamárias cultivadas em tubos de ensaio, ao invés de utilizar animais.




O reconhecimento vem em boa hora, uma vez que hoje é cada vez mais evidente para o mundo e para comunidade científica internacional, reconhecida como séria e verdadeiramente compromissada com o desenvolvimento da pesquisa orientada para efetivos benefícios para a medicina aplicada à saúde humana, que apenas pesquisas desenvolvidas em tecidos humanos poderão efetivamente trazer os avanços médicos tão necessários.

Como muito bem diz Herbert Gundersheimer, M.D., membro do PCRM (Physicians Committee for Responsible Medicine): isto [a experimentação animal] ainda é mantido "apenas para proteger corporações de responsabilidades legais". MESMO que o CUSTO seja o ASSASSINATO de milhões de animais e a MORTE de bilhões de SERES HUMANOS, pelo ATRASO da verdadeira ciência aplicada à saúde humana.

"Results from animal tests are not transferable between species, and therefore cannot guarantee product safety for humans...In reality these tests do not provide protection for consumers from unsafe products, but rather they are used to protect corporations from legal liability."
--Herbert Gundersheimer, M.D., member, PCRM (Physicians Committee for Responsible Medicine), Baltimore, Maryland, 1988



Nada como o ângulo e perspectiva que alguém possa adotar ... A tão proclamada "superioridade humana", o "filho eleito de Deus" __ ou o primitivo argumento de "cadeia alimentar" __ nada mais são do que senão outro nome para quem tem mais PODER E FORÇA, ao invés de razão e consciência. Na hora de argumentar, será exigida alguma coerência com suas escolhas e pontos de vista anteriores. Não é por falta de aviso. Namaste.