Continuando com a série de postagens que demonstram, além de qualquer dúvida, a IMPOSTURA da vivissecção e da experimentação animal, segue aqui o texto de Sonia R. Felipe.
Por favor, leiam. Informem-se.
O conhecimento é a melhor arma que temos contra a estratégia da des-informação.
E fazer parar esta indústria assassina, responsável pela tortura e morte de incontáveis milhões de animais, bem como pelo atraso no desenvolvimento da farmacologia voltada para a saúde humana.
Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Sônia T. Felipe
Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos.
Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento.
Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a “depressão” e outras formas de sofrimento psíquico.
Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.
Só para dar um exemplo: Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta.
Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é “ambiental”, contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um.
Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).
Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram.
Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?
Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais “benefícios humanos”?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre.
Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do “benefício humano”, que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.
A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas.
Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade.
Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivisseccção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.
Em 1999, relatam Greek & Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares.
Mas, os “benefícios humanos” aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil, não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam.
Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana “beneficiada” pela vivissecção.
E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.
Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática anti-ética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os “benefícios contábeis” e os “benefícios acadêmicos” acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor.
Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).
A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos.
Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções.
O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos.
Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a “saída” para a cura dos males humanos.
Seus artigos “científicos” não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas.
Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &Greek).
Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica, tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro “benefício humano”, a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.
São esses os reais “benefícios humanos” da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?
Sobre a autora:
Sônia T. Felipe, doutora em Filosofia Moral e Teoria Política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, FLAD; pós-doutorado em bioética com recorte em ética animal, Professora e pesquisadora da UFSC, orienta monografias, dissertações e teses em bioética, ética animal, ética ambiental, direitos humanos e teorias da justiça.
Autora de, Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2007) e Por uma questão de princípios (Boiteux, 2003).
Artigos de Sonia T. Felipe
A soberba vivisseccionista
Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Os verdadeiros argumentos abolicionistas contrários à vivissecção.
Fonte:
http://empresastestes.blogspot.com/2010/04/vivisseccao-um-negocio-indispensavel.html
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
- A experimentação animal é necessária para o bem-estar e a saúde humana? - Sergio Greif
Além da INDIGNAÇÃO, precisamos de INFORMAÇÃO, se de fato desejamos ver o FIM da vivissecção e da Experimentação Animal. Ao longo dos últimos dias venho fazendo um trabalho de compilação de textos informativos e científicos, todos eles voltados para a comprovação de que ambas são uma FALÁCIA científica e altamente IMORAL. Um atraso de décadas no desenvolvimento de verdadeiros benefícios para a saúde humana, além de um CRIME do ponto de vista ético. Hoje começo a postar uma série de artigos de Sergio Greif, pesquisador brasileiro renomado internacionalmente, embora pouco reconhecido em seu próprio país natal.
- A experimentação animal é necessária para o bem-estar e a saúde humana? Sérgio GREIF
A resposta para essa pergunta é não.
Para explicar de uma maneira bem simples, se assim o fosse, não seria necessária a existência de medicamentos de uso veterinário e medicamentos de uso humano, e poderíamos escolher entre nos operarmos em um médico ou um veterinário. Com efeito, não haveriam diferenças entre ambas as profissões.
Qualquer pessoa que tenha estudado biologia aprende que organismos evoluem. Evoluir significa diferenciar, derivar. Ratos e camundongos são animais parecidos, mas não idênticos; eles derivaram de um mesmo ancestral comum, cada qual com suas características. Mas uma vez que as diferenças se acumularam, duas espécies surgiram, próximas, mas diferentes. Fato é que ambos os organismos reagem de maneiras diferentes a determinadas drogas, a determinados tratamentos. Não basta sabermos que ratos pesam mais do que camundongos para corrigirmos a dose de uma droga, pois não existe qualquer linearidade que confira cientificidade a essa extrapolação. As diferenças entre espécies são qualitativas e não quantitativas.
Da mesma forma acontece com o rato em em relação ao hamsters, o hamster em relação ao porquinho-da-índia, esse em relação ao coelhos, os sapos, os pombos, cães, gatos, porcos, macacos e, é claro, o homem.
Nenhum resultado que se obtenha desses animais poderá ser aplicado ao homem, porque ao contrário do que querem nos fazer acreditar, o rato não é um ser humano que pesa quinhentas vezes menos. Também, a diferença de 0,4% entre os genes do chimpanzé e do homem não tornam esse um modelo recomendável para a pesquisa de doenças humanas em 99,6% dos casos.
Animais utilizados em experimentação, para serem considerados "bons", precisam pertencer a linhagens específicas. Eles precisam ser o mais homogêneos possível, com o mínimo de variação genética. Dessa forma, os resultados que se obtém desses experimentos são bem agrupados. Se ao invés de utilizarem animais de mesma linhagem fossem utilizados animais com diferentes procedências, ainda que pertencentes à mesma espécie, os resultados obtidos seriam inconclusivos, pois mesmo dentro de uma mesma espécie as diferenças tornam as reações aos tratamentos muito variadas. Daí pode-se entender a inconsistência da defesa da utilização de animais.
A alegação mais comum para defender essas práticas é a de que seres humanos e animais domésticos são diretamente beneficiados por esses experimentos.
Defende-se que, sem as pesquisas em animais, o ser humano não disporia de vacinas, transplantes, anestesias, nem das drogas que pretensamente tratam as diferentes doenças. Alarma-se para a idéia de que o fim da experimentação animal representaria o fim da humanidade. O declínio em nossa qualidade de vida, em nossa longevidade.
Estas alegações são, para dizer o mínimo, enganosas.
Embora todos esses tratamentos tenham sido exaustivamente testados e aprovados em animais, todos eles se mostraram falhos em produzir efeitos promissores em seres humanos, pelo menos em um primeiro momento.
Muitos deles, apesar da segurança comprovada em animais, mostraram-se prejudiciais a seres humanos, produzindo severos efeitos colaterais. E se a intenção desses experimentos era impedir que seres humanos fossem utilizados como cobaia, isso não aconteceu.
Se hoje transplantes de órgãos podem ser realizados com maior sucesso e existem vacinas um pouco mais seguras, foi porque ao longo dessas últimas décadas esses tratamentos foram testados em seres humanos, muitas vezes às custas de suas vidas e saúde. O pretenso sucesso desses tratamentos em tempos mais recentes, embora possa vir a ser contestado em outras instâncias, não pode ser atribuído ao uso de cobaias animais, mas sim ao uso de cobaias humanas.
Seres humanos morreram nos primeiros transplantes de órgãos, seres humanos sofreram severos efeitos adversos de vacinas do passado, e com base nessas tentativas e erros, a atual medicina foi construída. Não com base na experimentação animal.
Mas, se a experimentação animal não beneficia aos humanos, por que a maioria das pessoas acredita que ela é essencial?
Podemos dizer que em certo sentido a ciência funciona como uma religião, onde a autoridade do alto clero jamais é contestada; assim, um doutor jamais pode ser questionado, mesmo que seja um mero reprodutor de uma idéia que ouviu. O próprio cientista muitas vezes não se questiona, o que parece um contra-senso, mas ele assume que determinados pressupostos são verdadeiros e os defende cegamente.
Em outra abordagem, a ciência é mercantilista. Ela funciona por interesses comerciais, e a experimentação animal é interessante nesse aspecto. Além de todos os equipamentos e insumos necessários para a manutenção de animais de laboratório (gaiolas, equipamentos de contenção, rações, etc) a indústria lucra com a experimentação animal.
Indústrias, como a farmacêutica, obtêm seus lucros da venda de seus produtos, no caso, medicamentos.
Por isso, elas necessitam convencer a população de que seus produtos são vitais para sua qualidade de vida. Esforços são feitos para convencer as pessoas de que o aumento em nossa expectativa de vida tem relação direta com a enorme disponibilidade de drogas e tratamentos atuais. Poucos atribuem essas melhorias às nossas atuais condições de moradia, de higiene, abastecimento de água limpa, saneamento, segurança alimentar, etc, fatores estes que também passaram a preponderar nas últimas décadas.
O papel da experimentação animal Nossa vida e bem-estar não dependem da experimentação animal. As experiências com animais apenas resguardam os interesses da indústria farmacêutica e associadas, possibilitando colocar no mercado drogas nem sempre seguras às pessoas. Experimentos em animais são conduzidos para amenizar as responsabilidades de laboratórios que lançam no mercado produtos que mais tarde poderão vir a prejudicar seres humanos.
Por exemplo, se o xampu que não deveria arder nos olhos queimou os olhos de uma menina, isso é visto como uma fatalidade; testes realizados em olhos de coelhinhos mostram que o produto é seguro.
E quem pode provar que o cigarro está associado a alguma doença, quando experimentos com animais mostram resultados inconclusivos?
Após passarem por todos os testes 'necessários', em animais, e serem colocadas no mercado, muitas drogas precisam ser recolhidas. Isso porque seus efeitos adversos começam a se manifestar na população, muitas vezes de forma grave.
Os testes em animais não podem prever esses efeitos, e isso é de conhecimento da indústria, mas há uma necessidade de que eles sejam conduzidos para prevenir a indústria de futuros processos.
Se todos os testes considerados necessários pela legislação forem realizados em animais a indústria se isenta de sua responsabilidade. As pessoas que vierem a falecer em decorrência do uso de um medicamento tornam-se fatalidades. Números aceitáveis frente aos possíveis benefícios do medicamento.
A ciência que utiliza animais de laboratório não é uma ciência boa, não apenas porque vitima animais inocentes, mas porque os resultados que produz prejudicam também ao ser humano.
Esta metodologia conduz ao erro, ao atraso, a dados errôneos, à má-interpretação, à incoerência e ao desperdício de vidas.
A abolição da vivissecção não é algo para ser pensado para o futuro, ela deveria ser algo do passado, é urgente. A utilização de animais em experimentos é um erro que se propagou na ciência e que ainda não foi suficientemente questionado. Cabe à sociedade como um todo se mobilizar no sentido de extingui-la.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Biochips e Pele Artificial: 2 Alternativas para a Experimentação Animal
Norah André
Diante do obscurantismo que os vivissectores conseguem ainda impor à sociedade, fazendo com que os incautos e desavisados ainda acreditem que seus métodos de tortura de animais se constituem no método investigativo adequado e de resultados mais eficientes, somos forçados a funcionar como uma espécie de investigadores e, ao longo do tempo, ir coletando as evidências que vazam para a sociedade, fornecendo informações vindas de outro grupo de cientistas, estes os verdadeiros pesquisadores empenhados no progresso do conhecimento.
Que fique claro que estes senhores, se assim o fazem, ao mentir descaradamente e insistir no emprego do chamado "modelo animal de pesquisa", assim o fazem por motivos pessoais e financeiros, recusando-se a adotar métodos infinitamente mais produtivos em termos de pesquisa científica, seja pelos investimentos que seriam obrigados a fazer, seja por medo de perder seu "prestígio" junto à comunidade de vivissectores, estreitamente ligada às grande corporações farmacêuticas.
Aqui, a palavra de ordem, é LUCRO e CAUTELA diante de eventuais processos legais que temem encarar, e não a VERDADEIRA pesquisa científica e seus potenciais benefícios para a saúde humana.
Sofrem e morrem os animais. PERDEM os homens com a adoção de metodologias ultrapassadas e anti éticas, que tem retardado o avanço da medicina aplicada, tal como a moderna e boa ciência o indica com clareza inequívoca.
Existem sabidamente muitas alternativas à experimentação em animais.
O que falta é a DECISÃO de fazê-lo. E, eu acrescentaria, alguma vergonha na cara de quem pratica e lucra com a vivissecção
I - Desenvolvimento de novos fármacos: Biochip evita testes em animais
Uma equipe de pesquisadores norte americanos desenvolveu uma tecnologia capaz de eliminar a necessidade de serem utilizados animais durante os estudos de segurança para o desenvolvimento de novos fármacos.
E mais: o novo biochip é capaz de garantir a obtenção de resultados mais rigorosos e fidedignos para a saúde humana.
A pseudo-ciência ainda prevalente, quando se trata de avaliar a toxicidade das substâncias em estudo, equivocadamente ainda se baseia em testes realizados em animais que, segundo afirmam __ falsamente, diga-se de passagem __, permitiriam prever se um determinado candidato a fármaco é ou não tóxico.
Porém, como já está claramente estabelecido, estes procedimentos, além de dispendiosos e ANTI-ÉTICOS, não refletem com precisão a reação dos seres humanos às mesmas substâncias anteriormente testadas em animais.
Muito pelo contrário. Sabe-se hoje que a fisiologia humana é diferente da de qualquer outro animal e que os resultados obtidos em estudos com animais, são extremamente imprecisos quando transferidos para humanos.
Substâncias consideradas seguras e eficientes em animais, mostraram-se perigosas ou mortais em seres humanos; outras, consideradas ineficazes quando testadas em animais, mostraram se redentoras do ponto e vista da fisiologia humana.
Ao longo dos últimos anos, tem sido muitos os esforços para desenvolver estratégias que substituam os testes em animais, ainda mantidos hoje na indústria farmacêutica, que alega serem "necessários" durante os ensaios pré-clínicos.
Você me perguntará o porquê disso. Eu respondo: MUITO DINHEIRO envolvido nisso.
Há poucos anos, uma investigação conjunta do Rensselaer Polytechnic Institute, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e da Solidus Bioscience, revelou resultados extremamente encorajadores no campo da pesquisa da farmacologia humana:
"Observamos os problemas com que as empresas se deparam e percebemos que precisávamos desenvolver algo que tivesse custos reduzidos, uma taxa de aceitação elevada, que fosse facilmente automatizado e não envolvesse animais", explicou Jonathan Dordick , um dos principais responsáveis pela investigação, professor do Rensselaer Polytechnic Institute e co-fundador da Solidus Biosciences.
O Datachip engloba mais de 1.000 culturas de tecidos tridimensionais que refletem a forma como as células se organizam no organismo. O objetivo é fornecer aos pesquisadores um sistema de projeção rápido, capaz de prever o potencial de toxicidade de um candidato a fármaco em vários órgãos do corpo humano.
"Desenvolvemos o MetaChip e o DataChip para lidar com dois dos assuntos mais importantes que precisam de ser avaliados quando se analisa a toxicidade de uma substância – o efeito nas diferentes células do nosso corpo e a forma como a toxicidade se altera quando a substância é metabolizada pelo organismo", afirmou o responsável.
A capacidade de um indivíduo para metabolizar uma substância é determinada pela sua composição genética e pela quantidade de medicamentos metabolizados pelas enzimas, determinando o quão tóxico pode ser um composto para eles.
Ao modificar a proporção das enzimas no MetaChip, os cientistas conseguiram desenvolver chips personalizados que prevêem a resposta de um paciente a uma determinada substância. "Ainda estamos longe da medicina personalizada, mas o MetaChip caminha nessa direcção", salientou Dordick.
II- Pele Artificial
Há mais de 4 anos, a USP já desenvolveu a pele sintética, ainda não usada pelas grandes corporações como alternativa à experimentação em animais.
Não é de se estranhar que, todos estes anos mais tarde, as empresas de cosméticos continuem torturando e cegando coelhos, ao invés de adotar esta alternativa, já que seriam necessários investimentos financeiros para fazê-lo ....
A excelente notícia, um break-through potencial que impediria o prolongamento deste holocausto animal, foi dada ao público em matéria da Folha de São Paulo em 2009:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u631911.shtml
Reproduzo a publicação feita, ipsis literis, para facilitar a visualização de todos:
02/10/2009 - 08h52
USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais
MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online
colaboração para a Folha Online
Um laboratório da USP desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e ajudar também em sua redução nos testes farmacológicos.
Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.
Vote na enquete: "Você é a favor da interrupção do uso de animais em testes?"
| Divulgação/USP |
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| Modelo de pele artificial desenvolvida pela USP constitui estrutura completa tripla e deve ajudar na substituição de animais em testes |
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.
Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil --ou pelo menos usar menos--, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.
"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.
Tendência: sem animais
"A partir deste ano, na Europa, já não há testes em animais para cosméticos, é algo mandatório", afirma a professora Silvia Berlanga, corresponsável pela pesquisa na USP. "É uma tendência mundial."
Para cosméticos como filtro solar e creme antirrugas, a questão fica mais fácil de resolver com a pele artificial e por isso animais já foram totalmente substituídos no continente europeu. Porém, a questão fica mais dificil no que toca à indústria farmacêutica, diz Berlanga. "Os medicamentos podem envolver também ingestão via oral, ou mesmo endovenosa [pelo sangue]", explica ela.
Fármacos envolvem absorção pelo organismo, o que vai além da pele em si. Por isso, neste caso, o que ocorreu foi a redução do uso de animais, já que ao menos certas etapas de testes puderam ser substituídas.
| Divulgação |
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| Coelho albino, usado em testes de laboratórios no Brasil devido à pele sensível, segundo recomendação da agência sanitária Anvisa |
Motivações
O representante da Interniche (International Network for Humane Education) no Brasil, o biólogo e psicólogo Luís Martini, estima que ainda mais de 115 milhões de animais sejam usados por ano no mundo em experimentos e testes.
Uma motivação para a transferência para modelos de laboratório é a própria importância científica de trabalhar com a pele da própria espécie humana, que é específica. "Assim trabalha-se com algo mais fidedigno ao que é real", explica a professora Silvya Stuchi.
Martini esclarece ainda que, devido às diferenças fisiológicas entre as espécies, há "inúmeros casos em que medicamentos que foram desenvolvidos e testados em animais tiveram que ser retirados do mercado por terem causado efeitos adversos severos quando foram utilizados por seres humanos".
Outro motivo é a "ética da experimentação" ao lidar com os animais, como diz Berlanga. "Mesmo que fique mais caro com a pele artificial, é importante reduzir o uso de animais", diz ela.
George Guimarães, presidente do grupo de defesa dos direitos animais Veddas, vai mais além. "Consideramos isso [uso de animais] inaceitável do ponto de vista moral e ético, uma vez que esses animais não escolheram ser usados para servir aos nossos interesses."
O ativista e nutricionista afirma ter levado a Brasília, na época da aprovação da lei Arouca, que regulamentou os experimentos com animais em outubro de 2008, um total de 26 mil assinaturas buscando expor sua visão. Mas diz não ter obtido espaço com os parlamentares, que só recebiam "representantes das instituições científicas".
Martini completa dizendo que "os experimentos em animais causam dor e sofrimento". Assim, "segundo o princípio da igual consideração de interesses semelhantes, deveríamos respeitá-los nos seus direitos básicos que são o direito à vida, à integridade física e à liberdade."
Desenvolvimento
A matéria-prima utilizada para criar a pele é na verdade de doadores humanos mesmo, que fazem cirurgias plásticas --no caso do laboratório da USP, são utilizadas doações do Hospital Universitário. Assim, as células são cultivadas em placa de petri e são formados os tecidos, incluindo a derme e epiderme.
O objetivo original do desenvolvimento da pele, no entanto, que começou há 15 anos, foi para o estudo do melanoma, um tipo grave de câncer de pele.
De lá para cá, a professora Stuchi cita dois marcos importantes. O primeiro foi a parceria com os pesquisadores do Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre o Câncer, estabelecido no Hospital do Câncer em São Paulo, com quem aprendeu muito o isolamento das células, a partir de 2005.
O segundo marco foi com uma primeira bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) entre 2007 e 2008, sua temporada como pesquisadora visitante na Universidade de Michigan, EUA. Lá adquiriu diversos tipos de tecidos de pele humana e pôde fazer testes com eles no Brasil, obtendo realmente o conhecimento sobre como fazer a estrutura da pele.
Em 2009, o projeto de pesquisa na USP obteve nova verba da Fapesp, por meio do qual, aprimoramentos no modelo de pele estão sendo realizados.
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Fica a pergunta: em que ponto ficou deixada esta pesquisa potencialmente revolucionária?
Porque ninguém teria se disposto a financiar, aprimorar e aplicar este novo modelo de testes, aqui denominado de "modelo de pele"?
A resposta agora você já tem, com certeza: Falta DECISÃO e VONTADE de FAZER.
Falta ÉTICA, pura e simplesmente.
Namaste
Coisas que possuem Mente - Luciano Carlos Cunha
COISAS QUE POSSUEM MENTE - por Luciano Carlos Cunha
Gosto especialmente da forma como o Luciano Carlos da Cunha trata do assunto. Não deixem de ler, por favor, sobre a "coisificação" e mercantilização dos seres sencientes, fato que até recentemente incluía o "tratamento" dispensado a alguns humanos (negros, mulheres, homossexuais).
Luciano Carlos Cunha
Você já se perguntou o que faz com que alguém seja vendido? É claro. Todos nós vivemos num mundo onde estamos rodeados o tempo todo por coisas que são vendidas. As coisas vendidas são chamadas mercadorias. Nascemos e vivemos tão acostumados com isso que talvez nunca tenhamos parado para pensar para que serve o conceito de mercadoria.
Bom. Para começar, uma mercadoria é um item de propriedade, e como tal, ela tem um dono, um proprietário. Mas, vamos lembrar de onde iniciamos a questão: "o que faz com que alguém seja vendido?". Uma mercadoria só é vendida por um preço, um valor. E uma mercadoria só é mercadoria por ter um valor que está fora dela. Os outros dão esse valor. Dependendo do quanto a mercadoria favoreça aos interesses do seu proprietário, ela será mais ou menos valorizada. Por definição, um item de propriedade é algo que só tem valor instrumental, condicional, extrínseco. É por isso também que uma mercadoria é chamada uma coisa. Compreendemos bem quando dizemos isso de um relógio ou de uma laranja. Nem um relógio nem uma laranja conseguem ver valor em sua própria existência, porque falta-lhes uma mente. Assim, os donos de relógios e laranjas podem fazer o que bem entenderem com seus itens de propriedade (vender, dar, trocar e até mesmo destruir), pois esses itens não podem sofrer um mal1.
Até aí parece tudo muito simples. Mas, a coisa fica intrigante quando perguntamos porque é que alguns seres que claramente possuem uma mente são vendidos. Se são vendidos, é porque são considerados coisas - o comprador tem o direito de propriedade sobre a coisa, e pode fazer com ela o que bem entender. Aqueles seres vivos que separam-se de sua fonte de provimento ao nascerem precisam da mente para moverem-se com segurança no ambiente2. É por isso que os chamamos animais, pois são animados (dotados de movimento por ação própria - diferentemente por exemplo, de um cata-ventos, que só pode mover-se por forças externas). E é claro, seres humanos também estão incluídos nessa categoria de seres animados.
A nossa busca está cada vez mais intrigante porque, claramente vemos que em nossa sociedade, alguns animais são vendidos e com relação a outros, achamos repugnante a idéia de vendê-los. Se quisermos sustentar firmemente nossa posição, para não sermos acusados de irracionalidade, precisamos demonstrar alguma diferença que exista entre os animais que podem ser vendidos e os que não podem. Uma diferença que diga que alguns animais devem ser agrupados junto com relógios e laranjas e que outros animais são tão diferentes dos primeiros que devem ser colocados em um grupo separado.
Podemos iniciar nossa análise com relação aos seres humanos. Há algum tempo atrás (e não faz muito tempo), humanos de pele negra eram considerados itens de propriedade dos humanos de pele branca. Também as mulheres, já foram consideradas itens de propriedade dos homens. Hoje em dia, achamos repugnante a idéia de que um ser humano possa ser vendido. A noção de que cada um de nós possui uma existência psicológica (e não meramente biológica como uma laranja, por exemplo) faz nos enxergarmos como possuindo o direito de não sermos utilizados como se fôssemos uma mercadoria, uma fonte renovável, um modelo de testes, como se só tivéssemos valor enquanto servíssemos aos interesses dos outros, enfim, como se fôssemos meros meios para fins de outros3. É por esse motivo que consideramos a escravidão como algo repugnante: diferentemente de laranjas ou relógios, nos importamos com o que acontece conosco, e podemos ser atingidos maleficamente por alguma ação ou omissão de terceiros. Por possuirmos um bem-próprio e nos importarmos com o que acontece conosco, nosso valor é inerente4, e não instrumental. Sentimos que nossa vida, integridade física e liberdade de movimento não têm preço. Elas não podem ser compradas.
Tratar um indivíduo que possui uma mente como se fosse uma mercadoria é rebaixá-lo ao estatuto de coisa, é mostrar desrespeito pelos seu valor inerente e seus interesses. Quando se trata de seres humanos, nós concordamos prontamente com todos esses princípios. Mas, se somos realmente racionais, precisamos então explicar porque deveria ser diferente com relação a membros de outras espécies. Em suma, por que respeitar um interesse de não ser usado como uma coisa, de não ser escravizado, em um ser de nossa espécie, e não no de outra? O que nos torna tão especiais?
Alguns dizem: é porque humanos são de nossa espécie. Mas isso é como dizer que "humanos são humanos", e isso já sabemos. Queremos saber o que torna todos os humanos tão especiais. Muitos apontam a capacidade para a razão plena. Mas assim estariam excluídos nossos bebês, as crianças muito pequenas, os humanos com graves lesões cerebrais, e os idosos senis. Além disso, muitos animais não-humanos possuem níveis de raciocínio muito acima do deles. Idosos senis podem já ter tido a razão desenvolvida um dia e bebês saudáveis podem ainda vir a desenvolvê-la, mas certos humanos passarão a vida inteira no mesmo estado (de não ter a posse plena da razão mas poder desfrutar de sua vida prazerosamente) e nem por isso os utilizamos como se fossem nossos recursos. Resumindo, não há como traçar uma linha divisória com base em capacidades cognitivas, que coloque todos os humanos acima da linha e todos os não-humanos abaixo5.
As tentativas do parágrafo anterior de apontar uma diferença entre humanos e não-humanos não foram bem-sucedidas porque tiravam uma conclusão que não tinha a ver com o assunto das premissas. As premissas diziam respeito a alguém por esse alguém ter o interesse em não ser usado como se fosse uma coisa, e a capacidade para a razão plena nada tem a ver com isso. Para sofrer um mal, basta ser senciente (possuir a capacidade de sofrer/ desfrutar da vida). Nisso, nos igualamos aos outros animais, pois somos dotados de mente. Se não conseguimos apontar uma diferença moralmente relevante entre humanos e não-humanos que justifique a diferença no tratamento, é sinal de que nós, que nos auto-proclamamos racionais, estamos embasados num preconceito irracional, de aparências: o especismo6, (assim como o racismo e o sexismo). Se não há mérito ou demérito por alguém ter nascido com este ou aquele formato de corpo (raça, sexo ou espécie), pois, não resulta de investimento pessoal7(qualquer um de nós poderia ter nascido com rabo, patas e bico), como usar essas características para justificar usar o outro como se fosse uma coisa? Dessa forma, se somos racionais, precisamos estender aos não-humanos o mesmo direito moral básico8 de não ser usado como mero meio para fins de outros (por exemplo, como um item de propriedade), seja para qual fim for: alimentação, experimentos, vestimenta, entretenimento. E não importa se essas práticas são feitas sem dor ou não, com morte ou não: todas elas violam o princípio básico de que seres com uma mente não são coisas.
Ainda há outra questão intrigante. Algumas pessoas defendem que é errado escravizar, torturar, matar, vender seres humanos e certos seres não-humanos (como cachorros ou gatos), mas não vêem nada de errado em fazer isso com galinhas, bois, vacas, porcos, etc. Essa diferenciação é ainda mais difícil de entender, e não pode ser explicada a não ser por um outro preconceito semelhante ao primeiro tipo de especismo (o elitista, que coloca os seres humanos como uma elite): o especismo eletivo9 (onde se escolhe uma espécie para respeitar enquanto se continua a fazer uso de todas as outras). Isso só pode ser explicado através de uma preferência sentimental que alguns tem por certos formatos de corpo. Não haveria problema algum com essa preferência se as pessoas não pensassem que o respeito que elas devem se mede pela quantidade de amor que elas sentem. Amar é opção, respeitar é dever10. E o respeito depende apenas das características do paciente da ação (se este pode ou não sofrer um mal), e não de sensações subjetivas na mente do agente (porque o paciente pode continuar a sofrer o mal, quer o amemos, quer o odiemos).
Assim sendo, a única posição coerente, com relação ao que estávamos investigando sobre o conceito de propriedade é: separarmos de um lado, as coisas (sem mente) que podem ser itens de propriedade e de outro, os indivíduos (que passam a ter o direito de não serem usados). Com isso, necessitamos da abolição11 do uso de animais (tanto humanos quanto não humanos) enquanto itens de propriedade de seres humanos, não meramente sua regulamentação (pois nenhum defensor sério dos direitos humanos defende a regulamentação do estupro), simplesmente porque regulamentar a escravidão é torná-la mais forte e mais bem-vista aos olhos do público.
Notas 1 Cf. Gary L. FRANCIONE. Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? - Philadelphia: Temple University Press, 2000, capítulo 3.
2 Sobre essa definição de animal, ver Arthur SCHOPENHAUER. O Mundo Como Vontade e Como Representação. São Paulo, Unesp, 2005, p. 214-215.
3 Cf. Tom REGAN. The Case for Animal Rights. In: BAIRD, Robert M.; ROSEMBAUM, Stuart E. (Eds.) Animal Experimentation: The Moral Issues. New York: Amherst, 1991, p. 85.
4 Id, p. 84.
5 Cf. Peter SINGER. The Significance of Animal Suffering. In: BAIRD, Rober M. & ROSEMBAUM, Stuart E. (Eds.) Animal Experimentation: The Moral Issues. Amherst, NY: Prometheus Books, 1991, p. 57. 6 Cf. Richard D. RYDER. Speciesism. In: ________. Victims of Science: the use of animals inresearch [1975]. Revised edition 1983. London: Centaur Press; National Anti-Vivisection Society Limited, 1983, p. 5.
7 Cf. FELIPE, Sônia T. . Fundamentação ética dos direitos animais. O legado de Humphry Primatt. Revista Brasileira de Direito Animal, v. 1, 2006, p. 219.
8 Cf. Gary L. FRANCIONE. Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? - Philadelphia: Temple University Press, 2000, p. 92-102.
9 Os termos especismo elitista e especismo eletivo são utilizados pela filósofa Sônia T. FELIPE. Ver entrevista em http://www.pensataanimal.net/index.php?option=com_content&view=article&id=66: filosofacritica&catid=84:soniatfelipe&Itemid=27
10 Agradeço a sugestão dessa frase a Maurício Varallo.
11 Cf. Tom REGAN. The Case for Animal Rights. In: BAIRD, Robert M.; ROSEMBAUM, Stuart E. (Eds.) Animal Experimentation: The Moral Issues. New York: Amherst, 1991, p. 77. Referências FELIPE, Sônia T. . Fundamentação ética dos direitos animais. O legado de Humphry Primatt. Revista Brasileira de Direito Animal, v. 1, p. 207-230, 2006. FRANCIONE, Gary L. Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog? - Philadelphia: Temple University Press, 2000. REGAN, Tom. The Case for Animal Rights. In: BAIRD, Robert M.; ROSEMBAUM, Stuart E. (Eds.) Animal Experimentation: The Moral Issues. New York: Amherst, 1991, p. 77-88. RYDER, Richard D. Speciesism. In: ________. Victms of Science: the use of animals in research [1975]. Revised edition 1983. London: Centaur Press; National Anti-Vivisection Society Limited, 1983, p. 1-14 SCHOPENHAUER, Arthur. O Mundo Como Vontade e Como Representação. São Paulo, Unesp, 2005 SINGER, Peter. The Significance of Animal Suffering. In: BAIRD, Rober M. & ROSEMBAUM, Stuart E. (Eds.) Animal Experimentation: The Moral Issues. Amherst, NY: Prometheus Books, 1991, pp 57-65. ________________________________________
Luciano Carlos Cunha - luciano@pensataanimal.net Mestre em Ética pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), licenciado em Educação Artística com habilitação em música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e colaborador da revista Pensata Animal. ________________________________________
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Experimentação Animal
Sobre a utilização de animais em experimentos - Paula Brügger
Continuando com a série de artigos, entrevistas e textos sobre a existência de métodos alernativos à experimentação animal e à vivissecção, característicos da pseudo-ciência que ainda prevalece em muitos cantos do mundo. INFORME-SE: este é o melhor mecanismo para combater a des-informação intencionalmente ofertada à população.
Sobre a utilização de animais em experimentos Por Paula Brügger - brugger@ccb.ufsc.br
Em outro texto*, coloquei, resumidamente, as principais razões que nos levam a discordar da eficácia dos modelos animais para estudar diversos males que acometem os humanos, ou desenvolver medicamentos, terapias etc.
Esse assunto polêmico despertou o interesse de muita gente, uma vez que no ideário dominante os experimentos com animais são uma espécie de mal necessário. Isso é compreensível. Afinal, os meios de comunicação não cessam de dar destaque às descobertas de drogas ou terapias a partir de modelos animais.
Entretanto, quando a mesma droga ou terapia se mostra ineficiente em humanos, a notícia nunca é matéria de primeira página. É claro que tudo isso acaba reforçando a fé nos modelos animais, ou seja, a impressão de que eles funcionam de fato e que, mesmo em alguns casos de total fracasso, faltou realmente muito pouco para se chegar a um resultado bem-sucedido.
Sobre o sucesso dos modelos animais
Os defensores dos modelos animais alegam que muitos medicamentos, procedimentos cirúrgicos ou terapias, por exemplo, dependeram da experimentação animal, ou foram descobertos usando animais como modelos.
Entretanto, o que os defensores de tais experimentos não desejam discutir é o índice de sucesso dessa forma de estudar e construir conhecimento. Salvo em casos nos quais os modelos animais tenham sido rigorosamente validados (mas isso implica a morte de milhões deles!), os dados corretos, aparentemente obtidos a partir de modelos animais, são fruto da coincidência e do acaso, ou de pistas fornecidas por outros campos de pesquisa.
Não refletem o resultado de uma empreitada verdadeiramente científica, uma vez que não implicam num conhecimento minucioso dos complexos mecanismos presentes nos processos estudados. Tais acertos parecem refletir nada mais do que um pequeno percentual bem-sucedido de meras tentativas e, com isso, não diferem significativamente de outras situações como os índices de acerto em cestas de basquete, por exemplo, por parte de pessoas que não dominam tal esporte.
Outras formas de construir conhecimento
Muitos médicos e cientistas anti-vivisseccionistas afirmam que os animais não precisam fazer parte da descoberta de novas drogas. Segundo os doutores Jean e Ray Greek, por exemplo, existem apenas quatro formas testadas e verdadeiras para se encontrar novas drogas. A primeira seria descobrir novas substâncias na natureza como fizerem nossos ancestrais. A segunda, pouco explorada, é descobrir um valor de cura novo em um medicamento já existente (como o potencial do triclosan para malária); a terceira se constitui na modificação da estrutura química de um medicamento para melhorá-lo, ou para criar uma nova versão para o mercado (como é o caso do antibiótico Zyvox); e a quarta e mais interessante delas é "desenhar" um novo medicamento baseado em uma ação desejada.
Essa é a alternativa que traz mais inovação na farmacologia moderna (envolve química combinatória; CADD computer-aided drug design, ou "desenho" de drogas por meio de computador; técnicas de análise in vitro, etc). Como exemplo dessa quarta via, os Greek citam os fármacos contra o HIV.
Eles e outros autores sugerem que se elimine a etapa dos testes com animais e, em vez disso, se aumente a já existente fase de estudos clínicos com humanos. Tal medida seria da maior importância. Kathy Archibald, diretora científica do grupo "Europeans For Medical Progress", destaca que nenhum método - seja ele baseado em animais, seres humanos, ou tubos de ensaio - é capaz de prever as reações dos pacientes com 100% de precisão. As reações diferem de acordo com sexo, idade, grupo étnico e mesmo entre membros da mesma família. Somos todos diferentes, bioquimicamente únicos, embora não tão diferentes uns dos outros quanto somos dos animais, é claro. Por exemplo, apesar de todos os genomas humanos terem mais 99,9% de identidade, a pequena proporção de 0,1% de diferença pode produzir uns três milhões de polimorfismos. Muitos deles não têm efeito, mas os que têm impacto na expressão e função de proteínas podem afetar o funcionamento de drogas (no caso de a proteína em questão estar ligada ao funcionamento da droga).
Alguns exemplos importantes estão relacionados ao metabolismo do colesterol, à manifestação da asma e aos transmissores de serotonina. Tudo isso só reforça a idéia de que usar animais em estudos é ineficaz e antiético, pois nenhuma dessas particularidades pode ser descoberta nos modelos animais. Archibald destaca que a massiva ênfase na confiabilidade dos dados provenientes da experimentação animal permite que as companhias farmacêuticas evitem conduzir etapas clínicas mais criteriosas, mais representativas, com mais pessoas e durante mais tempo. Ela afirma ainda que os testes com animais são feitos por razões legais e não científicas, pois isso protege as empresas contra processos decorrentes de efeitos colaterais prejudiciais ou letais.
Bibliografia ARCHIBALD, Kathy. Animal testing: science or fiction? The Ecologist, maio. 2005: 14-17. GREEK, Ray & GREEK, Jean. Specious Science: How Genetics and Evolution Reveal Why Medical Research on Animals Harms Humans. London, New York: Continuum, 2003.
* Referência ao texto Porque somos contra os modelos animais - o reducionismo como base da falibilidade dos modelos animais, publicado na revista Pensata Animal em 16/10/2007.
Meus grifos
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
INFORMATIVO IMPORTANTE: Abuso Animal no Facebook e na Internet
Nós que temos tantos problemas no Facebook, volta e meia, como o Evento que conseguimos ontem que fosse retirado e investigado, em que se propunha escancaradamente os maus tratos e o estupro de animais por parte dos participantes, devemos todos aprender como agir.
Na verdade estes procedimentos, com exceção do Passo 3, aplicam-se a qualquer postagem da internet relativa a abuso contra os animais.
Muito mais do que denunciarmos ao Facebook, precisamos antes denunciar às autoridades policiais, as únicas com poder de retirar sumariamente postagens, sites e eventos pró-tortura como aquele a que nos referimos ontem.
I- Neste caso, o primeiro órgão a ser contactado é a INTERPOL, a polícia internacional, que tem uma seção especificamente destinada a crimes (ou ameaças de crime) pela internet. Anote o endereço eletrônico próprio para denúncias: http://www.interpol.int/Forms/Access-blocking?id=pii
Basta preencher seu e-mail, um título que se refira à denúncia e uma mensagem sobre o
conteúdo a ser denunciado/investigado. Esse primeiro passo é muito importante, pois não basta que os criminosos ou os que incitam ao crime "desapareçam" do ar". Eles precisam ser investigado e punidos.
II - Em seguida, SE O SITE DENUNCIADO for no BRASIL, denuncie o link através da Safernet:
http://www.safernet.org.br/site/denunciar. Como está claramente especificado no site, a Safernet tem atuação exclusivamente no Brasil, diferentemente da Interpol.
III- Em terceiro, e nesta ordem, dê Print Screen na postagem que considera abusiva, guarde a cópia em seu e-mail e denuncie ao Facebook. Em se tratando de crime ou de incitação ao crime, (como foi o caso do sujeito que promovia rinhas de cães no FB, envie a cópia da tela do FB cujo crime deseje denunciar às autoridades, via polícia ou promotoria do seu estado.
Se você não souber proceder, procure se informar sobre a melhor forma de efetuar a denúncia fora do espaço virtual. Guardem os links acima entre seus favoritos. Eles com certeza ainda serão muito úteis no futuro. Por exemplo, se o anúncio de vendas de animais vivos para a pesquisa "científica" ainda
estivesse no Mercado Livre, poderíamos seguir exatamente os 2 primeiros passos citados acima, já que a realização deste tipo de "procedimento" está hoje limitado a determinadas situações.
Infelizmente em certos ambientes autorizados pelo CONCEA a experimentação animal ainda é legal neste país. Espero que por muito pouco tempo.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
FORÇA-TAREFA contra as 4 "fábricas" de Beagles para VIVISSECÇÃO
ALERTA VERMELHO: Depois da RECUSA pelo Condado de Yorkshire em permitir a construção em East Riding das 4 "fábricas de beagles" no Reino Unido, a "proponente", Marshall BioResources, resolveu recorrer da decisão.
Se aprovada, esta indústria assassina "fabricará" cães para posterior "revenda" para experimentação animal e vivissecção.
Infelizmente, a recusa inicial foi estabelecida, não por motivos ÉTICOS, mas por considerações de trânsito e transporte (!), por incompatibilidade julgada diante do PPG13: Transport and policy G2 of the Holderness District Wide Local Plan Adopted - April 1999.
Assim, o que comemoramos como um fato julgado e uma recusa definitiva para este "empreendimento", volta a assombrar os ativistas dos direitos animais em todo o mundo. Sendo assim, precisamos retomar com URGÊNCIA o nosso envio permanente de mensagens CONTRA esta indústria de vítimas para a vivissecção e impedir que o que foi antes considerado uma VITÓRIA, venha dar lugar a uma AUSCHWITZ no Reino Unido, justo no momento em que a sociedade inglesa e o mundo se mobilizam CONTRA este comércio assassino injustificável, mantido apenas em nome do LUCRO e da FALSA CIÊNCIA, já que sabidamente existem alternativas éticas de pesquisa e estudo que dispensam a utilização, o sofrimento, a tortura e a morte de animais.
Outras informações:
ERYC Appeal Case Number:11/00047/REFUSE - este foi o documento oficial da RECUSA, daquilo que foi inicialmente proposto como as a asquerosa proposta de nome Planning Application Number 11/01324/STPLF.
Planning Inspectorate Reference: Numbers:APP/E2001/A/11/2156819 /NWF
Appeal Starting Date:25th July 2011
Appellant: Mr Roy Sutcliffe, B & K Universal Ltd.
ENVIAR E-MAILS para:
beverley.dc@eastriding.gov.uk, m.grove@cssyorkshire.com, peter@peterturner.karoo.co.uk,brian@skow.orangehome.co.uk
COM CÓPIA ABERTA PARA C/C:
britishembassyenquiries@gmail. com, consularassistance@fco.gov.uk,press.office@consilium.europa. eu,
derekroland.clark@europarl.eur opa.eu, roger.helmer@europarl. europa.eu, emma.mcclarkin@euro parl.europa.eu, bill.newtondun n@europarl.europa.eu, glenis.w illmott@europarl.europa.eu, jo hnstuart.agnew@europarl.europa .eu, david.campbellbannerman@e uroparl.europa.eu, andrew.duff @europarl.europa.eu, vicky.for d@europarl.europa.eu, richard. howitt@europarl.europa.eu, rob ert.sturdy@europarl.europa.eu, geoffrey.vanorden@europarl.eu ropa.eu, gerard.batten@europar l.europa.eu, mary.honeyball@eu roparl.europa.eu, syed.kamall@ europarl.europa.eu, jean.lambe rt@europarl.europa.eu, sarah.l udford@europarl.europa.eu, cla ude.moraes@europarl.europa.eu, charles.tannock@europarl.euro pa.eu, marina.yannakoudakis@eu roparl.europa.eu, martin.calla nan@europarl.europa.eu, fiona. hall@europarl.europa.eu, steph en.hughes@europarl.europa.eu, robert.atkins@europarl.europa. eu, chris@chrisdaviesmep.org.u k, jacqueline.foster@europarl. europa.eu, nick.griffin@europa rl.europa.eu, sajjad.karim@eur oparl.europa.eu, arlene.mccart hy@europarl.europa.eu, paul.nu ttall@europarl.europa.eu, bria n.simpson@europarl.europa.eu, bairbre.debrun@europarl.europa .eu, diane.dodds@europarl.euro pa.eu, james.nicholson@europar l.europa.eu, ian.hudghton@euro parl.europa.eu, george.lyon@eu roparl.europa.eu, david.martin @europarl.europa.eu, alyn.smit h@europarl.europa.eu, struan.s tevenson@europarl.europa.eu, c atherine.stihler@europarl.euro pa.eu, marta.andreasen@europar l.europa.eu, richardjames.ashw orth@europarl.europa.eu, cathe rine.bearder@europarl.europa.e u, sharon.bowles@europarl.euro pa.eu, nirj.deva@europarl.euro pa.eu,
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Títulos sugeridos: Estes ou quaisquer outros, relacionados ao assunto, de preferência mudados a cada dia, como forma de burlar os filtros de Spam.
Do NOT accept this HIDEOUS ENTERPRISE
We will judge you by the ETHICAL criteria you adopt in relation to animal rights
Do NOT allow this to gappen: England has its HONOUR to sustain
This is NOT a business proposal: this is a SHAME to England
Say NO to animal mass murder and torture
Mensagem sugerida:
To the YORKSHIRE COUNCIL Planning Department,
Dear Sirs,
Ref: Planning Application Number 11/01324/STPLF.
I was deeply shocked by the news that you are considering the uphauling possibility of reviewing your previous REFUSAL of allowing Marshall Farms to demolish the old buildings on the site of the longly closed UK vivisection breeder B&K Universal in order to build new torture installations, which sole purpose would be construction of 4 units for use in breeding beagle dogs for vivissection.
Needless to say, It was very disappointing to me to know that the former criteria that led to your previous decision
were not based on ETHICAL values, but exclusively in pragmatical considerations of PPG13: Transport and polucy G2 of the Holderness District Wide Local Plan, adopted in 1999.
At the time, we thought better of you. Now you have the opportunity of doing the RIGHT THING, solely based on humane considerations and Ethics, based on good science's criteria.
This insistant proposal made by Mr Roy Sutcliffe, on behalf of the hideous financial interests of B & K Universal Ltd, goes against every line of british standrds of ethics and confronts the image England has a highly civilized first-leading country in fighting animal exploration and vivissection.
You country was historically the first country to go openly against this unethical and unnecessary procedure. This is the reputation the UK has conquered before the world's public opinion.
I just cannot understand why, in the name of money, you would put to ground the honour of your country in such a shameless way.
Please notice that if this barbaric permission is granted, many thousands of beagles will be imprisoned in the kennels onsite to be sent on to labs for toxicology research experiments, where these sentient animals will be poisoned on a daily basis and suffer a painful, lingering death.
Please make it a point of honour, in respect for Britain's tradition, NOT to allow Marshall Farms to expand their sick business and reach out into the UK.
In a nutshell, I firmly urge you to REFUSE this infamous request & its appeal (Planning Application Number 11/01324/STPLF), made on the 25th July.
The United Kingdom is much greater than this sordid & barbaric proposal, which would only downgrade you before the international public opinion.
Please help England to remain remembered by its high standards of ethics and decency, by sustaining human and animal rights,
Yours sincerely,
(Seu nome apenas)
Se aprovada, esta indústria assassina "fabricará" cães para posterior "revenda" para experimentação animal e vivissecção.
Infelizmente, a recusa inicial foi estabelecida, não por motivos ÉTICOS, mas por considerações de trânsito e transporte (!), por incompatibilidade julgada diante do PPG13: Transport and policy G2 of the Holderness District Wide Local Plan Adopted - April 1999.
Assim, o que comemoramos como um fato julgado e uma recusa definitiva para este "empreendimento", volta a assombrar os ativistas dos direitos animais em todo o mundo. Sendo assim, precisamos retomar com URGÊNCIA o nosso envio permanente de mensagens CONTRA esta indústria de vítimas para a vivissecção e impedir que o que foi antes considerado uma VITÓRIA, venha dar lugar a uma AUSCHWITZ no Reino Unido, justo no momento em que a sociedade inglesa e o mundo se mobilizam CONTRA este comércio assassino injustificável, mantido apenas em nome do LUCRO e da FALSA CIÊNCIA, já que sabidamente existem alternativas éticas de pesquisa e estudo que dispensam a utilização, o sofrimento, a tortura e a morte de animais.
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ERYC Appeal Case Number:11/00047/REFUSE - este foi o documento oficial da RECUSA, daquilo que foi inicialmente proposto como as a asquerosa proposta de nome Planning Application Number 11/01324/STPLF.
Planning Inspectorate Reference: Numbers:APP/E2001/A/11/2156819
Appeal Starting Date:25th July 2011
Appellant: Mr Roy Sutcliffe, B & K Universal Ltd.
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This is NOT a business proposal: this is a SHAME to England
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Dear Sirs,
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I was deeply shocked by the news that you are considering the uphauling possibility of reviewing your previous REFUSAL of allowing Marshall Farms to demolish the old buildings on the site of the longly closed UK vivisection breeder B&K Universal in order to build new torture installations, which sole purpose would be construction of 4 units for use in breeding beagle dogs for vivissection.
Needless to say, It was very disappointing to me to know that the former criteria that led to your previous decision
were not based on ETHICAL values, but exclusively in pragmatical considerations of PPG13: Transport and polucy G2 of the Holderness District Wide Local Plan, adopted in 1999.
At the time, we thought better of you. Now you have the opportunity of doing the RIGHT THING, solely based on humane considerations and Ethics, based on good science's criteria.
This insistant proposal made by Mr Roy Sutcliffe, on behalf of the hideous financial interests of B & K Universal Ltd, goes against every line of british standrds of ethics and confronts the image England has a highly civilized first-leading country in fighting animal exploration and vivissection.
You country was historically the first country to go openly against this unethical and unnecessary procedure. This is the reputation the UK has conquered before the world's public opinion.
I just cannot understand why, in the name of money, you would put to ground the honour of your country in such a shameless way.
Please notice that if this barbaric permission is granted, many thousands of beagles will be imprisoned in the kennels onsite to be sent on to labs for toxicology research experiments, where these sentient animals will be poisoned on a daily basis and suffer a painful, lingering death.
Please make it a point of honour, in respect for Britain's tradition, NOT to allow Marshall Farms to expand their sick business and reach out into the UK.
In a nutshell, I firmly urge you to REFUSE this infamous request & its appeal (Planning Application Number 11/01324/STPLF), made on the 25th July.
The United Kingdom is much greater than this sordid & barbaric proposal, which would only downgrade you before the international public opinion.
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